Estão previstos recursos de R$ 1,25 bilhão, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para construção e pavimentação de diversas rodovias.
Investimento em transporte impulsiona exportação
Redação (30/10/2008)- A importância do transporte para a economia brasileira pode ser medida pelo desempenho do agronegócio na balança comercial, que fechou 2007 em US$ 49,6 bilhões, representando 25,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e 36,4% das exportações. Para o Brasil aumentar ainda mais seus índices de comercialização, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) incentiva a adoção de medidas, pelos órgãos do governo federal ligados ao setor, para amenizar gargalos e contribuir para o crescimento das vendas externas de produtos agrícolas.
Foram iniciadas, em 2007, obras nas rodovias federais 158, 174, 242 e 364, em Mato Grosso, e na BR-163, divisa com o Pará. Estão previstos recursos de R$ 1,25 bilhão, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para construção e pavimentação das vias. Todas as intervenções são acompanhadas pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT).
A BR-174, com inauguração prevista para o final de 2008, facilitará o escoamento da produção de algodão, arroz, soja e milho, que alcançou 90 mil toneladas, em 2007, em seis municípios do Mato Grosso. As demais rodovias têm estimativa de conclusão para 2010.
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Os 23 municípios mato-grossenses situados na área de influência da rodovia 163 produzem 12,3 milhões de toneladas de grãos. Na região, está localizado o município de Sorriso/MT, que, em 2007, foi o maior produtor de soja do Brasil, com cerca de 1,6 tonelada. No Pará, a estrada atravessa uma das regiões mais ricas do País em potencial econômico e recursos naturais, a exemplo das bacias hidrográficas do Amazonas, Xingu e Teles Pires-Tapajós.
O investimento nas regiões Centro-Norte e Centro-Oeste é considerado prioritário porque, nessas localidades, as distâncias dos portos exportadores e mercados consumidores são maiores, se comparadas com outras regiões do País. Também refletem a interiorização da agricultura, que mudou a geografia econômica do agronegócio brasileiro.























