Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Internacional

Conflito no Oriente Médio pressiona custos de energia e pode impactar suinocultura global

O conflito no Oriente Médio pressiona custos de energia, afetando diretamente a suinocultura global e o transporte de insumos

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Conflito no Oriente Médio pressiona custos de energia e pode impactar suinocultura global

A escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos pode não atingir diretamente as granjas de suínos, mas já provoca efeitos indiretos relevantes sobre a produção animal mundial. O principal impacto está relacionado à elevação dos preços da energia, que influencia custos logísticos, transporte e insumos utilizados na atividade pecuária.

A região do Oriente Médio concentra uma parcela significativa da produção global de petróleo e derivados. Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, além de aproximadamente 10% do diesel comercializado no planeta, passa pelo estratégico Estreito de Ormuz, localizado entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã.

Com a intensificação das tensões militares, o tráfego marítimo na região passou a representar um risco de segurança. Como resultado, parte dos navios cargueiros tem evitado a travessia do estreito, aguardando maior estabilidade no cenário geopolítico, o que compromete o fluxo normal de petróleo para o mercado internacional.

Petróleo supera US$ 100 e eleva custos de produção

Os efeitos já são percebidos nos mercados globais de energia. Nesta semana, o preço do barril de petróleo bruto ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez desde 2022. Antes da escalada do conflito, a cotação girava em torno de US$ 73 por barril.

A valorização da commodity tende a pressionar os custos de gasolina, diesel e eletricidade em diversos países, refletindo diretamente nas despesas operacionais da pecuária, incluindo transporte de ração, climatização de instalações, processamento industrial e logística de exportação.

O cenário lembra o movimento observado em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando os preços globais de energia registraram forte alta.

Fertilizantes também sofrem impacto

O conflito também tem potencial para afetar o mercado global de fertilizantes. A interrupção ou restrição no fluxo de cargas pelo Estreito de Ormuz pode pressionar o comércio internacional de produtos à base de nitrogênio e fosfato.

Essa dinâmica já começa a gerar reflexos em diferentes regiões do mundo, incluindo países do Sudeste Asiático, onde os preços de fertilizantes registraram aumento diante das incertezas logísticas e comerciais.

A elevação desses insumos pode influenciar os custos de produção agrícola e, consequentemente, o preço das matérias-primas utilizadas na fabricação de ração animal.

Avicultura no Oriente Médio pode sentir efeitos mais intensos

De acordo com análise do especialista Nan-Dirk Mulder, do Rabobank, o impacto direto sobre a produção animal tende a ser mais significativo no setor avícola do Oriente Médio.

Segundo o analista, embora a região represente cerca de 8% do mercado global de carne de frango, ela responde por quase 15% do comércio internacional do produto e aproximadamente 10% do crescimento da produção mundial.

Países como Irã, Afeganistão e Turquia apresentam forte expansão do consumo de frango, impulsionada pelo crescimento populacional e por políticas voltadas à segurança alimentar.

Nesse contexto, a guerra tem potencial para interromper cadeias logísticas, dificultar a importação de insumos e pressionar mercados altamente dependentes do comércio internacional.

Grãos e matérias-primas ainda mantêm estabilidade

Até o momento, os mercados agrícolas globais não registraram oscilações significativas decorrentes do conflito. De acordo com a publicação agrícola alemã Top Agrar, os preços do trigo e de outros grãos apresentaram apenas variações limitadas.

Situação semelhante foi observada no mercado europeu de subprodutos utilizados na alimentação animal. Segundo a revista agrícola holandesa Boerderij, itens como cascas de batata cozidas no vapor e farelo de trigo permaneceram relativamente estáveis.

No entanto, especialistas avaliam que, caso o conflito se prolongue e os custos de transporte marítimo continuem subindo, a tendência de longo prazo pode ser de aumento no preço das rações.

Evolução do conflito será determinante para o mercado de energia

A evolução dos mercados globais de energia dependerá diretamente da duração das tensões no Oriente Médio e da segurança das rotas marítimas na região.

Dois fatores são considerados decisivos para a trajetória dos preços: a normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz e a extensão dos danos a instalações petrolíferas.

Ataques recentes atingiram depósitos e infraestruturas energéticas em diferentes pontos do Irã e de países vizinhos. Em alguns casos, unidades produtivas, como usinas de gás, chegaram a ser temporariamente interrompidas, ampliando as incertezas sobre a oferta global de energia nos próximos meses.

Referência: Pig Progress

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