Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Estrangeiros adquiriram 203 mil hectares pelo País

Esses números, adverte o presidente do Incra, certamente estão subestimados, porque os cartórios não se vêem obrigados a registrar separadamente as terras compradas por estrangeiros e repassar as informações para o órgão.

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Redação (26/09/2008)- Para justificar um maior controle sobre estrangeiros proprietários de terras no Brasil e o envio de um projeto de lei ao Congresso que restringirá a participação de cidadãos e empresas de outros países, o governo liberou um balanço das negociações ocorridas em 2008. Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) mostram que, nos últimos sete meses, 203 mil hectares de terras foram parar nas mãos de estrangeiros. Esses números, adverte o presidente do Incra, Rolf Hackbart, certamente estão subestimados, porque os cartórios não se vêem obrigados a registrar separadamente as terras compradas por estrangeiros e repassar as informações para o órgão.

O aumento na busca, afirma o Incra, naturalmente eleva o preço das terras e obriga o governo a pagar mais caro por áreas rurais desapropriadas para reforma agrária. No ano passado, de acordo com dados do Instituto FNP, o preço médio das terras subiu 17,83%. Essa, de acordo com o presidente do Incra, é uma das razões para a restrição à compra de terras por estrangeiros. "Eu não quero concentração de renda só nas mãos dos estrangeiros", afirmou Hackbart.

A proposta, porém, encontra resistência entre os produtores rurais, que receiam a diminuição dos investimentos estrangeiros no campo depois de aprovadas as novas regras. "Isso me parece um pouco de xenofobia", afirmou o presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Leôncio Britto. "Essa mudança de classificação poderá afetar a entrada de capitais estrangeiros no Brasil. E o que nós ficamos sem entender é que, quando entra o capital limpo, para produzir, gerar emprego e renda, querem colocar restrições, mas quando entra o capital especulativo, há facilitação", acrescentou.

A crítica é rechaçado pelo presidente do Incra. "Isso não é xenofobia, é soberania. Isso é uma questão de impor limites, porque essas terras são patrimônio do País", afirmou. O argumento é referendado pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). "O Brasil não está num estágio de leilão. O que nós precisamos é de investimento seguro, que não nos cause problemas depois."

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