Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Produção do agronegócio pode cair 15% com regra ambiental

A queda acontece num momento em que o governo tenta elevar a produção agrícola para combater a alta dos índices de inflação.

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Redação (14/08/2008)- A decisão do governo federal de definir regras mais severas para os autores de crimes ambientais vai reduzir em pelo menos 15% a produção agrícola em áreas onde a atividade já está consolidada. A estimativa é do presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez. As regras estão previstas no Decreto 6.514, assinado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A queda na produção acontece num momento em que o governo tenta elevar a produção agrícola para combater a alta dos índices de inflação, argumentou. "A medida afeta a potencialidade do Brasil para atender à demanda mundial por alimentos", afirmou.

A avaliação do representante da CNA leva em consideração o cumprimento de uma lei anterior que estabelece a manutenção de 20% da área da propriedade como reserva legal. Além disso, ele lembrou que haverá restrições à produção agrícola em áreas com certa declividade, o que inviabilizará a produção de maçãs em Santa Catarina e de café em Minas Gerais.

De acordo com estimativa do governo, a nova lei reduzirá o tempo para que seja efetivamente punida uma pessoa ou empresas que tenham sido multadas por crime ambiental. Atualmente, a demora vai de cinco a oito anos. A previsão é de que o tempo seja reduzido a um ano, no máximo.

O representante da CNA citou um outro ponto que preocupa os produtores rurais. É que um item do decreto prevê a apreensão de bens no caso de crime ambiental. Ele explicou que a lei de crimes ambientais determina a apreensão dos objetos do crime, ou seja, barcos e varas de pescar no caso de pesca ilegal. Quando há desmatamento, a lei estabelece a apreensão da motosserra, explicou o representante da CNA. "É ilegal apreender o boi que pasta na área desmatada", disse.

Os termos do decreto foram analisados ontem, durante reunião na CNA. A avaliação inicial é que o decreto "ilegal". "Não pode criar novas infrações por ato normativo", afirmou. Ficou decidido na reunião de que o decreto será questionado na Justiça. Na semana que vem, numa nova reunião, será definido o instrumento jurídico do questionamento.

Além disso, os representantes dos produtores rurais vão buscar um entendimento com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

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