A diplomacia brasileira vai esperar até o último momento para decidir se exercerá o direito de questionar, como terceira parte, a legalidade dos subsídios concedidos pelos Estados Unidos a seus produtores rurais.
“Carona” em briga na OMC está em análise
Redação (13/06/07) – A disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) foi aberta pelo governo do Canadá na semana passada.
Pelas regras, o Brasil terá até 3 de agosto para informar sobre sua participação na ação canadense. Como permitem os ritos da OMC, os EUA devem bloquear a primeira consulta formal do Canadá, prevista para o próximo dia 20. Assim, passa a correr novo prazo e os americanos poderão postergar a abertura formal da disputa até 24 de julho. Depois, as regras da OMC obrigam a uma formalização do processo. A partir desta data, o Brasil passa a ter dez dias de prazo para informar a OMC sobre sua entrada no procedimento.
Nos bastidores, o Itamaraty trata o assunto com reserva para evitar problemas políticos com a diplomacia americana num momento considerado complicado nas negociações multilaterais. Além disso, está em andamento o processo brasileiro contra os subsídios americanos ao algodão.
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A consulta aberta pelo Canadá questiona a legalidade dos subsídios americanos aos produtores de milho, trigo, soja, açúcar e algodão para garantir condições de competitividade desses produtos. Pelas regras da OMC, os EUA poderiam conceder até US$ 19,1 bilhões em subsídios anuais a seus produtores. A ação canadense aponta que o limite não foi respeitado entre 2000 e 2005, à exceção de 2002 e 2003.
























