A quebra da barreira de R$ 2 da moeda norte-americana e as consecutivas e recentes altas na bolsa de Chicago deixaram exportadores e produtores de soja reticentes sobre a efetivação de negócios, segundo corretores. Isso tem reduzido a liquidez no mercado brasileiro.
Mercado de soja fica em “compasso de espera”
Redação (28/05/07) – "O exportador fica sem saber o que fazer e o comprador quer ver o que vai acontecer. Quem não está desesperado está aguardando para ver se o dólar vai continuar caindo e onde vai ficar Chicago neste contexto", disse um corretor, que pediu para não ser identificado.
O contrato para julho, na bolsa de Chicago, está se aproximando de 8 dólares por bushel, uma cotação historicamente alta. "Então, é um momento de espera. Não vejo liquidez, mesmo sabendo que estamos em maio, o mês da safra", acrescentou.
Para o corretor, embora até haja oferta de vendedores, com a colheita da soja já finalizada, os negócios estão "difíceis", pois "ninguém sabe o que vai acontecer, todo mundo acha que o dólar vai chegar a R$ 1,85 rapidamente".
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Segundo Antônio Sartori, da corretora Brasoja, o produtor tende a continuar segurando a produção ainda mais com o câmbio valorizado, mas o preço da soja também tem influência na decisão de venda. "Se o preço (da soja) estivesse estabilizado, o dólar teria uma influência maior".
Para ele, o agricultor vai acompanhar atentamente o que vai ocorrer com o clima na América do Norte para o desenvolvimento da soja norte-americana, que está sendo plantada. "O mercado de clima está mais louco do que nunca e todos devem estar preparados para esperar pelo inesperado. O produtor torce por problemas de clima nos EUA, para que a alta de Chicago se sustente e aposta todas as fichas nesse cenário".
O analista lembrou ainda que, com os preços atuais da bolsa, o produtor ainda consegue pagar a conta. "Agora caso Chicago caia e o dólar se mantenha nesses patamares, vamos ter problemas", alerta.





















