Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx

Dólar baixo muda o mapa do agronegócio

A trajetória de queda do dólar, que na semana passada rompeu a barreira de R$ 2, provocou o rearranjo do agronegócio e já tem reflexos.

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Redação (21/05/07) – Mudou o mapa da agricultura brasileira de grãos. As regiões tradicionais produtoras do Sul, tendo como coração o Paraná, voltaram a ser mais rentáveis para exportação do que o Centro-Oeste, que durante os últimos 15 anos foi o eldorado do agronegócio em razão das terras baratas.

"O dólar deixou de encobrir a ineficiência da infra-estrutura", diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados, que detectou as mudanças. Para ele, a moeda americana vai continuar em queda "até onde a vista alcança", e a alteração na geografia do agronegócio veio para ficar pelos próximos três a quatro anos, até que haja tempo hábil para consertar problemas da infra-estrutura. "Se o dólar estivesse cotado a R$ 3, não haveria alterações."

Com o dólar abaixo de R$ 2, a margem de ganho do produtor de milho de Londrina, norte do Paraná, equivale, nesta safra, a 56% do preço de exportação. Se for incluído o gasto com frete, cai para 28%, segundo a consultoria. Trata-se de uma bela margem, diz Mendonça de Barros, se comparada à obtida pelos produtores de Rio Verde, importante pólo de grãos no sul de Goiás. A rentabilidade do produtor da região que exporta milho é 51% do preço nessa safra. Com o frete, cai para 8,5%, menos de um terço do ganho obtido pelo agricultor do Paraná.

"O produtor do Paraná está no céu", diz Mendonça de Barros. Essa também é a avaliação do produtor Carlos Roberto Pupin. O agricultor faz essa afirmação com conhecimento de causa, pois cultiva grãos no Paraná e no Tocantins.

Segundo Mendonça de Barros, os resultados dessa safra indicam que a lógica que prevaleceu nos últimos 15 anos de os agricultores irem em busca de terras baratas no Centro-Norte está quebrada por causa da falta de infra-estrutura de transporte, segundo fator apontado por ele como agente da mudança. "Quem pagar agora o menor ‘imposto’ de infra-estrutura vai se sair melhor."

Também as questões ambientais frearam a abertura de áreas na região amazônica, pondera o economista. A saída dos grãos produzidos no centro do País pela região Norte está aparentemente prejudicada por falta de investimento e restrições ambientais mais severas. Estudo da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) mostra que os portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e Rio Grande (RS) respondem por mais da metade das exportações do complexo soja (óleo, farelo e grão) e carnes.

"A região produtora de grãos mais tradicional, que é o Paraná e o entorno, vai, cada vez mais, se tornar a área de cultivo de grãos para exportação pois está relativamente próxima dos portos", diz Mendonça de Barros. Ele observa que o risco da gripe aviária também apressou a migração da produção de pequenos animais do Sul para Mato Grosso e Goiás, onde o milho e a soja usados na ração são mais baratos.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram indícios da mudança de perfil. A área plantada com grãos no Centro-Oeste caiu 11,5% entre as safras 2004/05 e 2006/07, enquanto a retração do Sul no mesmo período foi de 3,9%. O recuo do Centro-Oeste foi quase o dobro da média nacional, de 6,3% no período.

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