Produtores de ovos de Bastos, em São Paulo, reclamam do prejuízo da atividade nos últimos meses.
Prejuízo em Bastos
Redação (03/11/06) – A caixa com 30 dúzias foi vendida por R$ 33 no ano passado. Agora, é comercializada por R$ 27. Para o sindicato rural de Bastos, o lema é o excesso de produção. Os criadores se organizam para reduzir os plantéis em pelo menos 1 milhão de aves.
Em algumas granjas é possível ver baias inteiras sem nenhuma galinha. Todos os esforços são feitos na esperança de recuperar os preços. E para piorar a situação, o custo também tem aumentado.
No mês passado, a saca de 60 quilos de milho passou de R$ 15 para R$ 20. No mesmo período, a tonelada do farelo de seja foi de R$ 400 para R$ 500. O milho e a soja representam 85% do gasto com a ração das aves.
Leia também no Agrimídia:
- •Bahia reforça liderança da avicultura no Nordeste e projeta crescimento do setor em 2026
- •Pesquisa no Cazaquistão desenvolve biorevestimento que pode ampliar vida útil do frango refrigerado para até 20 dias
- •Oriente Médio amplia demanda por carne de frango e se consolida como mercado estratégico para exportadores globais
- •TBTAgrimidia com Associação Paulista de Avicultura (APA) na década de 70: A avicultura brasileira em meio à crise econômica da época
Mesmo com a situação difícil, muitos produtores não desanimaram. Muito pelo contrário: decidiram investir nas granjas. Em Bastos, um produtor, por exemplo, decidiu investir em uma máquina que embala os ovos em dúzias, de modo que ela possa vender também no varejo, agregando valor aos ovos que ele produz.
A estratégia tem dado certo. Em pouco mais de um ano, as vendas da granja para o varejo já representam a metade dos negócios. A gente está conseguindo atravessar a crise com um pouquinho mais de lucro. Tentar vender diretamente eliminando alguns atravessadores, disse Wagner Mizohara, avicultor.
O município de Bastos responde por 10% da produção nacional de ovos.
Atualizando dados.
















