Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx

Sadia tem publicidade exclusiva no Oriente Médio

O mercado é tão importante para a companhia que ela tem campanhas publicitárias exclusivas para a região, estraladas pela galinha Henrietta, personagem criada para a divulgação da marca no local.

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Redação (05/09/06)- A Sadia, uma das maiores empresas brasileiras do ramo de alimentos, continua a ter no Oriente Médio um de seus principais mercados de exportação. Cerca de 20% dos R$ 1,5 bilhão que a companhia faturou com as vendas externas no primeiro semestre de 2006 vieram da região, que ficou atrás apenas da União Européia. No ano passado, quando a empresa embarcou o equivalente a R$ 4,1 bilhões, o Oriente Médio ficou com 26% e foi o maior destino de suas mercadorias.

      O mercado é tão importante para a companhia que ela tem campanhas publicitárias exclusivas para a região. Como no Brasil, as propagandas são estreladas por um personagem. Só que aqui é o franguinho Lequetreque, aquele que usa um capacete e vive apressado, e lá é a galinha Henrietta.

     
No exterior, além do Oriente Médio, a empresa só tem publicidade exclusiva na Rússia. Os negócios da empresa na região são tocados por um escritório em Dubai, um dos 11 que ela mantém no exterior. A Sadia exporta para os árabes desde o final dos anos 60.

     
Apesar de a indústria brasileira de frangos ter sofrido com a retração do consumo internacional, causada pelo medo da gripe aviária, a companhia ainda está entre as maiores empresas exportadoras do Brasil. No período de janeiro a julho deste ano, ela ficou na 15a. colocação, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do governo federal.

     
As receitas da companhia com as vendas externas diminuíram 14% e ficaram em US$ 627 milhões nos primeiros sete meses do ano. Para o mercado árabe, no entanto, a empresa ainda espera um crescimento de 5% a 10% nas vendas, segundo informações dadas recentemente por seu diretor de mercado externo, José Augusto Lima de Sá.

 

Investimento no Cerrado

 

No front interno ela está ampliando seus negócios na região do Cerrado. A companhia prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão no Mato Grosso até 2009, sendo que R$ 800 milhões serão aportes próprios e os R$ 700 milhões restantes virão dos produtores integrados. Este é, de acordo com a companhia, o maior investimento anunciado por ela nos últimos anos.

     
O dinheiro será aplicado na construção de dois novos abatedouros de aves e de uma planta de abate e industrialização de suínos. Cada uma das instalações avícolas terá capacidade para abater 500 mil frangos por dia. Elas vão ser instaladas nos municípios de Lucas do Rio Verde e Campo Verde. Espera-se a criação de 8 mil empregos diretos e 24 mil indiretos, sempre segundo a empresa.

     
Quando os empreendimentos estiverem concluídos, em 2009, a Sadia espera conseguir receitas adicionais de R$ 1,2 bilhão por ano. A partir do final do próximo ano, no entanto, as unidades já devem estar funcionando com um terço da capacidade.

     
A Sadia é mais uma empresa do setor agroindustrial que está investindo pesadamente no cerrado. Ela se junta a outras, como sua principal concorrente, a Perdigão; o Grupo Maggi, que produz e comercializa commodities agrícolas; além de multinacionais como a Bunge, a Cargill e a francesa Louis Dreyfus.

     
De acordo com a Sadia, entre os fatores que influenciaram a decisão de investir no Mato Grosso estão a disponibilidade de grãos, uma vez que as rações dos animais são compostas de milho e soja e o estado é o maior produtor de soja e o quarto maior de milho no Brasil; o clima; a disponibilidade de terras para o plantio; e a diversificação de riscos, caso algum problema sanitário ocorra em algum dos estados onde a empresa já tem unidades.

 

Desde os anos 70

 

A Sadia começou a operar no Cerrado em 1976, quando inaugurou um frigorífico de carne bovina no município de Várzea Grande (MT). Mais tarde, durante os anos 80, ela construiu uma esmagadora de soja e comprou mais um frigorífico no estado. Todas estas operações foram vendidas ou arrendadas nos anos 90 e, no Mato Grosso, a empresa permaneceu apenas com um abatedouro de aves, também em Várzea Grande, inaugurado em 1992.

     
Ainda no Cerrado, a companhia comprou, em 2004, a Só Frango Produtos Alimentícios, instalada no Distrito Federal, e no ano passado voltou a abater bovinos na unidade de Várzea Grande, que estava arrendada.

     
Além do DF e MT, a Sadia tem unidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São 13 unidades industriais ao todo. Ela emprega 46 mil funcionários e atua com 10 mil produtores rurais integrados. No ano passado, a empresa teve um faturamento de R$ 8,3 bilhões, um lucro de R$ 657 milhões, foram abatidos 626 milhões de frangos, 24 milhões de perus e 3,8 milhões de suínos.

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