No primeiro semestre do ano, a agroindústria brasileira cresceu 1,1% na comparação com o mesmo período de 2005, desempenho abaixo da média, principalmente pelo fraco resultado da pecuária, vítima do câmbio, embargo e doenças.
Agroindústria tem primeiro semestre ruim
Na indústria de processamento de carnes, caiu a produção de bovinos e suínos (2,8%) e de aves (3,6%). No primeiro caso, a queda é efeito do embargo aos produtos brasileiros em razão da febre aftosa. Em relação às aves, o motivo é gripe aviária, que ocasionou redução do consumo mundial de frango. Conforme o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, o desempenho do setor no Estado foi prejudicado pelo embargo russo às carnes suínas, cuja produção é estimada em 700 mil toneladas este ano, volume igual ao do ano passado, contrariando a previsão inicial de incremento de 5%. Mas as exportações devem cair em 100 mil toneladas. Em 2005, exportamos 400 mil toneladas de carne suína. Este ano, Santa Catarina deve colocar apenas 300 mil toneladas no mercado externo, estima o dirigente da Faesc.
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Gripe aviária reduz consumo de frango
No segmento de carnes de frango, a perspectiva de manter a média de crescimento anual, de 15%, foi revista. A produção deve ficar nos mesmos 2 milhões de toneladas. Com exportação de volume semelhante ao de 2005, ou seja, 1,3 milhões de toneladas. A gripe aviária foi responsável pela redução do consumo de frango. E no Brasil o mercado interno está muito fraco este ano. Estes fatores fizeram o setor repensar a expansão da produção a médio prazo, avalia.
A queda nas exportações também afetaram setores agrícolas. Houve queda na fabricação de derivados de soja (-10,7%) e milho (-4,7%), enquanto a menor renda no campo afetou a indústria da fertilizantes (1,1%) e máquinas e equipamentos (-18,7%). Já os destaques positivos são derivados da cana-de-açúcar (7,5%), as indústrias de celulose (6,4%) e fumo (5,4%).





















