Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,74 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,04 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,18 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,82 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,93 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,19 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Gripe aviária leva frigoríficos a demitir funcionários

Várias unidades no interior de São Paulo demitem ou dão férias coletivas aos seus colaboradores.

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Redação AI (21/03/06)- Frigoríficos de frangos do interior de São Paulo demitiram ou deram férias coletivas para funcionários na tentativa de amenizar os impactos causados pela redução dos preços em 50% em média no mercado interno, e pela queda das exportações provocada pela diminuição do consumo em países compradores devido à expansão da gripe aviária pela Europa e Ásia. A atividade emprega cerca de 400 mil trabalhadores no Estado.

A situação se agravou por conta do bloqueio de embarques, especialmente para a Rússia, de grandes estoques de frango abatidos pelos frigoríficos do Paraná, por conta da febre aftosa e da greve dos fiscais da Inspeção Federal. Com isso, esses frigoríficos desovaram o estoque no mercado interno a preços 50% mais baixos.

A crise atinge principalmente pequenos e médios frigoríficos paulistas, como o Allfrigor, de Arealva, que abatem para o mercado interno e não conseguem competir em preços com os grandes abatedouros, como a Sadia, que chegou a colocar a R$ 0 89 o quilo de aves para as lojas de varejo. Em alguns supermercados é possível encontrar frangos da Sadia com embalagens escritas em árabe, a R$ 1,34 o kg. Nem mesmo o prazo de validade é escrito em português.

O Allfrigor não conseguiu assimilar custos de produção que chegam a alcançar o valor do preço do frango abatido, de R$ 1,15. Por isso, demitiu e deu férias a 40% dos seus trabalhadores e reduziu a produção, de 25 mil aves/dia (80 toneladas), em 50%. “O preço do frango abatido em outubro era de R$ 2,30, hoje está em R$ 1,15”, diz o diretor do Allfrigor, Elizeu Gonçalves. Segundo ele, mesmo assim, a empresa acumula prejuízos de R$ 0,10 a tonelada.

Em Guarantã, o Frigorífico Frango da Noroeste demitiu 50% dos 180 funcionários e reduziu a produção de 40 mil para 25 mil aves/dia. O frigorífico passa por processo de habilitação para o mercado externo, mas vai ter de esperar até que o impacto da gripe aviária se amenize no consumo dos países compradores. O frigorífico Itabom, em Itapuí, que abate 85 mil aves/dia, suspendeu o andamento do projeto de exportação por conta da gripe e da queda de preços no mercado interno.

“Vamos ter de esperar um pouco para dar continuidade das obras, orçadas em US$ 5 milhões”, afirma o presidente do Itabom, Pedro Poli. Segundo ele, a empresa vem registrando prejuízos crescentes desde fevereiro. Se a crise continuar por 90 dias, a empresa deverá demitir funcionários. O Itabom gera em torno de 1,2 mil empregos na indústria e nas granjas parceiras. Em Guapiaçu, o Frango Sertanejo reduziu em 60% as exportações para a Europa e, por isso, teve de diminuir os abates em 15%.

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