Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Frango ganha mercado asiático

A gripe do frango em países asiáticos e a vaca louca nos EUA estão levando as indústrias avícolas do Paraná a exportar mais frango do que o previsto neste início de ano.

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Redação AI 16/01/2004 – 06h30 – A gripe do frango (influenza aviária) em países asiáticos e a vaca louca nos EUA estão levando as indústrias avícolas do Paraná a exportar mais frango do que o previsto neste início de ano. “O que atrapalha para um, ajuda para outro”, confirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná, Domingos Martins. Em função do aumento na demanda pela carne de frango brasileira, o crescimento na exportação paranaense em 2004 deve superar os 12% inicialmente projetados pela entidade. “Se continuarmos a trabalhar como na primeira quinzena de janeiro, o crescimento será superior a 20% na quantidade e um número significativo no valor”, afirma Martins.

Ele relata que “o mercado internacional está buscando o Brasil neste começo de ano como nunca vinha buscado em níveis de importação, porque os países da Ásia tiveram que conter a produção para eliminar os focos da doença”. Embora ressalte que os surtos serão rapidamente eliminados, Martins diz que a tendência é os países exportadores ganharem mercado no primeiro momento.

Segundo ele, o setor avícola paranaense já registra aquecimento nas compras do Japão e da Coréia do Sul, dois dos países onde foram detectados focos da gripe. Os outros casos da doença foram confirmados no Vietnã e China.

“Os primeiros contatos e contratos são muito sustentados”, informa Martins. Porém o balanço da exportação em janeiro só estará pronto em meados de fevereiro, quando a Secretaria de Comércio Exterior concluir seu levantamento mensal.

Sanidade

De acordo com Martins, a preferência dos importadores asiáticos pela carne de frango brasileira se deve à qualidade e sanidade. “A avicultura brasileira e a paranaense só têm a ganhar em função do alto controle fitossanitário que temos em relação à Newcastle e à influenza aviária”, comenta. No ano passado, o Brasil superou os EUA no valor das exportações de frango, tornando-se o principal produtor mundial. “O Paraná cresceu muito no último ano. Quem já comprava do Paraná, agora está negociando com maior velocidade”, destaca Martins.

Hong Kong e Japão são, respectivamente, o segundo e terceiro maiores compradores de carne de frango do Paraná. O volume de exportação para a China é pequeno, segundo o Sindiavipar, em função de problemas daquele país com a Organização Mundial do Comércio – que agora estão sendo negociados. Já o Vietnã não compra frango diretamente do Paraná, mas tem Hong Kong como um dos fornecedores. O Sindiavipar prevê grande potencial de expansão para o frango brasileiro nos mercados japonês e chinês, em função da densidade demográfica.

Por causa dos cuidados fitossanitários adotados na avicultura brasileira, o presidente do Sindiavipar considera “impossível aparecer um foco qualquer de gripe do frango no Brasil”. “No Brasil, o Ministério da Agricultura, a Secretaria da Agricultura e as empresas policiam isso com muita prudência. O controle fitossanitário das integrações e cooperativas com os plantéis é coisa de Primeiro Mundo”, conclui Martins.

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