Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Rodrigues quer limitar juro no campo

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, negocia com o Banco do Brasil e com o Tesouro Nacional um teto para os juros cobrados em determinados empréstimos para o setor agrícola.

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Da Redação 10/08/2004 – 06h37 – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, negocia com o Banco do Brasil e com o Tesouro Nacional um teto para os juros cobrados em determinados empréstimos para o setor agrícola. O objetivo do ministro é fixar a Selic (taxa de juros básica da economia), que está em 16% ao ano, como o juro máximo que o BB poderia cobrar em operações com recursos do Sistema Nacional de Crédito Rural.

“Eu quero trabalhar em todas as frentes possíveis que reduzam o custo de produção”, disse Rodrigues à Folha, ao justificar a sua iniciativa. Segundo ele, os custos de insumos e máquinas agrícolas subiram neste ano, inclusive em dólar, o que diminuiu a rentabilidade dos produtores. “Esse fato me preocupa”, afirmou.

O Banco do Brasil trabalha com dois tipos básicos de linhas de financiamento lastreadas em recursos do Sistema Nacional de Crédito: linhas com juros subsidiados pelo governo, cujas taxas são normalmente de 8,75% ao ano, e as linhas com juros livres, cujas taxas variam de 18% a 22% ao ano, segundo Rodrigues.

O Banco do Brasil é obrigado a investir na agricultura 50% (a partir de setembro deste ano) do dinheiro aplicado na poupança rural e 25% dos seus depósitos à vista. Os mesmos percentuais valem para outros bancos. Mas são apenas os bancos públicos e as cooperativas de crédito agrícola que podem oferecer aos seus clientes poupança rural.

O ministro já manteve reunião com a diretoria do Banco do Brasil e com o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, para discutir sua proposta. “O tema é delicado, pois o Tesouro precisa de recursos e a agricultura também precisa de recursos”, disse Rodrigues. O resultado do Banco do Brasil impacta as contas do governo, pois o lucro das estatais faz parte do superávit primário.

Segundo ele, a medida é importante, pois os recursos que o Banco do Brasil terá para aplicar na agricultura a juros livres crescerão muito.

Até setembro deste ano, o banco só precisava aplicar 40% do dinheiro da poupança rural em agricultura. A partir do próximo mês, esse volume passará a ser de 50% e chegará a 65% em 2007.

O crescimento no crédito agrícola para a próxima safra (2004/ 2005) se dará praticamente todo nas linhas que hoje são com taxas livres. Segundo as estimativas iniciais, as linhas com taxas livres, que contaram com R$ 5 bilhões na atual safra, terão mais de R$ 11 bilhões na próxima.

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