Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado

Mercado suinícola apresenta oferta elevada no Brasil e destaque do Chile nas importações

Nos últimos anos, a suinocultura tem lidado com margens estreitas, mas houve uma leve melhora em 2023

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Mercado suinícola apresenta oferta elevada no Brasil e destaque do Chile nas importações

O mercado de suínos enfrenta um panorama desafiador devido à oferta elevada no Brasil. Nos últimos anos, a suinocultura tem lidado com margens estreitas, mas houve uma leve melhora em 2023.

Para compreender a situação atual de preços, oferta, demanda e custos, o Agro Times conversou com Wagner Yanaguizawa, analista econômico de proteína animal do Rabobank, e Allan Maia, analista da Safras & Mercado.

Oferta, demanda e preços

Os preços da suinocultura estão em queda, tanto no atacado quanto para o animal vivo, devido ao cenário de baixa nos mercados internacionais de commodities como soja e milho, que são dois dos principais insumos da atividade.

“Essa desvalorização dos grãos pressiona os preços da proteína, juntamente com um cenário de oferta elevada que persiste há 2-3 anos. No mercado doméstico, com a chegada do frio, observamos um aumento sazonal na demanda no Centro-Sul, embora o setor enfrente um desafio para estimular o consumo interno”, explica Yanaguizawa.

Para o analista do Rabobank, o estímulo ao consumo de carne suína continua sendo o principal desafio para o mercado brasileiro da proteína.

Exportações

  • China

De acordo com o analista do Rabobank, a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, com os volumes retornando aos níveis de anos anteriores.

No entanto, Yanaguizawa destaca que o embargo das exportações do Brasil para a China, entre fevereiro e março, resultou em menores volumes de suínos exportados para o país, com cargas nos portos aguardando liberação.

“As melhores oportunidades de negócio ainda estão concentradas nas exportações para a China, com o Brasil enviando bons volumes para o país asiático, que responde por 38% do volume exportado”, explica.

No entanto, na visão de Allan Maia, assim como ocorre com a carne bovina, a China está pagando preços menores de importação, o que afeta também a suinocultura.

Consequentemente, os chineses compram suínos por um preço equivalente a “torresmo” e os vendem no mercado interno do país a um preço equivalente a “jamón”, um tipo de presunto curado produzido na Espanha, com um aumento de 32,58% no valor médio da tonelada.

Segundo o Rabobank, nos quatro primeiros meses do ano, o Brasil registrou um aumento de 16% no volume e de 30% na receita das exportações de suínos para a China em comparação com o ano anterior.

A expectativa é que a China aumente as importações do Brasil no final de junho e início de julho, devido ao feriado da “Golden Week” no país, que ocorre entre…

  • Chile

O Chile se tornou o terceiro maior importador da proteína suína brasileira, ficando atrás apenas da China e de Hong Kong, com um aumento de 69% no volume importado em comparação com 2022. O país responde por 7,3% das exportações do Brasil.

“Esses novos negócios com o Chile devem crescer ainda mais, com a habilitação de novas plantas, o que trará mais oportunidades de demanda para esse mercado”, afirma Yanaguizawa.

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