Entre os fatores responsáveis por essa crise, pode-se citar a concorrência com os produtos provenientes do Brasil e da Tailândia.
Avicultura Européia busca soluções para o cenário de crise
Redação AI 04/09/2003 – A avicultura européia está vivendo um mau momento. Entre os fatores responsáveis por essa crise, pode-se citar a concorrência com os produtos provenientes do Brasil e da Tailândia. Em detrimento dos altos custos de produção, quando comparados aos custos da avicultura brasileira e tailandesa, a Europa está sendo incapaz de agradar seus tradicionais clientes, como a Rússia, por exemplo.Mudando de mercado
Segundo estatísticas acerca do aumento populacional europeu, nos próximos cinco anos a população dos quinze países que integram a União Européia praticamente não crescerá, sendo assim, o consumo de frangos também não aumentará sensivelmente. Diante disso, a Europa pretende investir na conquista de novos mercados e, para isso, torna-se necessário o investimento em pesquisas que visem ao desenvolvimento de novas técnicas de produção, a fim de que o produto europeu possa concorrer, em termos de preços, com o produto brasileiro e tailandês.
Que estratégias seguir?
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O crescimento pífio do mercado interno e a competição de grandes produtores no externo, tornaram necessário que os produtores europeus orientassem seus negócios em direção a duas metas: baratear custos e implantar estratégias de marketing. A consistência de uma dessas duas estratégias, no entanto, é o que fará com que se tomem decisões de cunho lucrativo. De acordo com analistas do Rabobank, os empresários do setor devem fazer as seguintes perguntas a si mesmos:
– Nós queremos ampliar nossos horizontes, oferecendo melhores preços, ou manter a atual posição no cenário internacional?
– Nós realmente queremos conquistar novos mercados consumidores?
Empresas como a Duox e a Bernard Matthews têm seguido à risca essas novas regras do mercado globalizado. A Duox, influenciada pelos menores gastos na produção, investiu no Brasil. Criou a Duox-Frangosul. Movida pelos mesmos interesses, a Bernard Matthews investiu na Hungria.
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