Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Alimentação

Alimentos em foco

Só ciência não basta para elevar oferta de alimentos. É necessário conseguir regulamentações de mercado apropriadas, diz especialista.

Alimentos em foco

Alimentar uma população global em crescimento acelerado em vista da mudança climática e das estagnadas verbas para ajuda alimentar e pesquisa agrícola exigirá uma reformulação básica da agricultura, dizem especialistas.

Ao contrário da “Revolução Verde” que aumentou dramaticamente a produção agrícola na América Latina e Ásia a partir dos anos 1950, porém, uma nova reestruturação precisará se concentrar tanto em novas variedades de sementes como em governança adequada, capacitação de mulheres e em colocar limites à especulação com commodities, acrescentaram.

“Não podemos abordar os riscos da segurança alimentar mundial unicamente através de uma ciência e de uma agenda tecnológica”, disse Joachim von Braun, ex-diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Públicas para Alimentação, numa conferência realizada domingo.

“Precisamos conseguir as regulamentações de mercado apropriadas para impedir a especulação excessiva”, acrescentou, na conferência, realizada no sul da França para discutir um caminho para reformar a pesquisa agrícola a fim de atender metas de desenvolvimento. A especulação nos mercados de alimentos contribui para fomentar oscilações de preços que podem minar a capacidade de planejamento dos agricultores, muitas vezes induzindo-os à superprodução ou à subprodução.

A falta de apoio político e de recursos para pesquisa agrícola também está entre os maiores problemas que limitam os esforços para aumentar a produção e para alimentar mais de um bilhão de pessoas famintas no mundo, disse Jacques Diouf, diretor-geral da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Temos os programas, temos os projetos, temos o conhecimento… Temos tudo que precisamos, menos vontade política”, disse ele, acrescentando que surgiram indícios de mudanças. “Percebemos que o problema da segurança alimentar não é unicamente um problema técnico, econômico e ético. É um problema de paz e segurança no mundo”.

Até 2050, a população mundial deverá aumentar, de 6,3 bilhões hoje para mais de 9 bilhões, portanto a produção agrícola precisará crescer em 70% para alimentar essas pessoas, segundo o Fundo Internacional para Desenvolvimento da Agricultura.

Mas o mundo enfrentará desafios dramáticos para alcançar esse objetivo, alertaram os especialistas. O investimento e a pesquisa agrícola estagnaram ou caíram por todo o mundo por décadas, e o crescimento em lavouras cruciais como o arroz se estabilizou, dizem, acrescentando que o elevado endividamento nacional, em parte como resultado da crise financeira global, diminuiu a probabilidade de aumentos em ajuda de doadores para pesquisa.

A mudança climática também está provocando a piora das secas, enchentes e tempestades. Essas pressões poderão reduzir drasticamente a produção agrícola nas regiões do mundo mais flageladas pela fome, na África e no Sul da Ásia, e poderão agravar problemas existentes como o uso excessivo de aquíferos, desertificação e erosão. “A mudança climática agravará uma situação já em deterioração”, disse o porta-voz do IFAD, Kevin Cleaver.

Inverter os problemas, ele e outros dizem, exigirá uma série de mudanças, como refrear subsídios agrícolas do mundo rico, assegurar que os pequenos agricultores tenham direitos às suas terras e identificar novas fontes de recursos para pesquisa agrícola.

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