Avanço semanal foi de seis pontos percentuais, mas chuvas e frio atípicos desaceleram os trabalhos no campo e acendem o sinal de alerta em Mato Grosso
Colheita da safrinha de milho atinge 22% no Centro-Sul

A colheita da segunda safra de milho de 2026 avançou para 22% da área cultivada na região Centro-Sul do Brasil. Os dados, coletados até a última quinta-feira (25), foram divulgados nesta segunda-feira (29) pela consultoria AgRural.
O índice aponta uma evolução de seis pontos percentuais em comparação aos 16% registrados na semana anterior. Embora o ritmo atual supere o desempenho do mesmo período de 2025 (quando a colheita somava 18%), os trabalhos de campo operam abaixo do potencial esperado para a temporada devido a entraves climáticos.
Frio e umidade travam ritmo ideal das máquinas
De acordo com a análise da AgRural, uma combinação atípica de baixas temperaturas e chuvas fora de época vem retardando o andamento das colheitadeiras em diversas regiões produtoras do Centro-Sul. Esse excesso de umidade impede a secagem natural do grão no campo, forçando os produtores a desacelerar o ritmo para evitar perdas ainda maiores na qualidade comercial do cereal.
Leia também no Agrimídia:
- •Lar Cooperativa e Lar Credi reestruturam governança corporativa em assembleia
- •União Europeia suspende nesta quinta-feira importações de carnes, ovos e mel do Brasil
- •Exportações de grãos sobem no país e fretes oscilam nos estados, aponta Conab
- •C.Vale está entre as melhores empresas do Brasil em ranking da revista Time
Mesmo com a aceleração observada nos últimos sete dias, o quadro meteorológico continua sendo o principal fator limitante para o pleno desenvolvimento da logística de colheita.
Mato Grosso lidera, mas enfrenta problemas na qualidade do grão
Mato Grosso mantém a liderança isolada na retirada do milho safrinha, sendo o estado mais adiantado no cronograma de colheita do país. No entanto, o avanço rápido contrasta com os desafios impostos pelas precipitações frequentes na região.
A elevada umidade do ar e do solo no estado já reflete em dois problemas centrais para a cadeia do milho:
Perda de Qualidade: Produtores começam a relatar avarias físicas e deterioração no padrão dos grãos recém-colhidos;
Gargalo Logístico: Armazéns e unidades receptoras enfrentam dificuldades para processar, secar e estocar o volume de cargas que chega do campo com teor de umidade acima do ideal.
O mercado segue atento às previsões meteorológicas para os próximos dias, essenciais para definir se o ritmo da colheita conseguirá retomar o fôlego e se os danos à qualidade do milho brasileiro serão estancados.
Fonte: Canal Rural























