Novas habilitações de frigoríficos brasileiros pela China devem ser feitas no segundo semestre

Apesar de uma quantidade sem precedentes de frigoríficos brasileiros recentemente autorizados a exportar para a China, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, sinalizou que novas habilitações podem estar a caminho ainda para este ano. Durante uma conversa com jornalistas, Perosa revelou que a Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) planeja realizar outra rodada de auditorias em plantas brasileiras no segundo semestre, com foco especial nas instalações de processamento de produtos de origem animal.
Essa movimentação vem após a GACC comunicar ao governo brasileiro a intenção de expandir as avaliações, indicando um potencial incremento nas relações comerciais entre os dois países nesse setor. O secretário destacou a mudança de foco das auditorias chinesas de produtos vegetais em 2023 para produtos animais em 2024, aumentando a probabilidade de mais frigoríficos brasileiros serem aprovados.
Perosa também abordou as negociações em andamento para estabelecer um sistema de “pre-listing” com a China, um modelo em que a inspeção realizada pelo Ministério da Agricultura brasileiro seria suficiente para garantir o acesso ao mercado chinês, simplificando o processo atual que exige uma lista de espera e avaliações técnicas detalhadas por parte da China, normalmente conduzidas por meio de auditorias presenciais ou por videoconferência.
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Apesar do otimismo, o secretário reconheceu os desafios, incluindo a recente rejeição de seis frigoríficos brasileiros por inconformidades. Ele salientou a importância de continuar aprimorando os padrões para atender às exigências chinesas e consolidar a habilitação das plantas ainda na lista de espera.
Uma fonte envolvida nas negociações alertou sobre os obstáculos significativos para alcançar o acordo de pre-listing com a China, apontando para as várias inconformidades identificadas pelas auditorias chinesas como um impeditivo para a progressão nessa direção. “É necessário que as empresas brasileiras aprimorem seus controles internos para cumprir plenamente com a legislação chinesa”, afirmou, destacando que alguns frigoríficos falharam na última avaliação por erros considerados evitáveis, o que reflete um certo desconhecimento das normas exigidas pelo mercado chinês.





















