Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Setor Portuário

Em janeiro histórico Porto de Santos registra maior movimentação de contêineres

O Porto de Santos, em São Paulo, iniciou o ano com um recorde histórico na movimentação de contêineres. Em janeiro, foram registrados 460,8 mil TEUs (Unidade Equivalente a Vinte Pés),…
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Em janeiro histórico Porto de Santos registra maior movimentação de contêineres

O Porto de Santos, em São Paulo, iniciou o ano com um recorde histórico na movimentação de contêineres. Em janeiro, foram registrados 460,8 mil TEUs (Unidade Equivalente a Vinte Pés), o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica. Esse número representa um aumento de 12,1% em comparação com os 410,9 mil TEUs movimentados no mesmo período de 2024.

O TEU é uma medida padrão que corresponde ao tamanho de um contêiner de 20 pés de comprimento. Essa unidade é utilizada para facilitar a comparação entre diferentes volumes de carga, já que o transporte marítimo utiliza contêineres de diversos tamanhos.

Entre os produtos que impulsionaram o aumento da movimentação, destacam-se:

  • Milho: 1,378 milhão de toneladas (+31,6%)
  • Celulose: 670.731 toneladas (+23,2%)
  • Carnes: 184.681 toneladas (+21,9%)
  • Café: 234.978 toneladas (+5,2%)

No que diz respeito aos produtos desembarcados, os principais destaques foram:

  • GLP (Gás Liquefeito de Petróleo): 78.454 toneladas (+106,1%)
  • Sal: 92.174 toneladas (+186,4%)
  • Sulfato dissódico: 75.152 toneladas (+198,4%)

A trajetória do Porto de Santos nos últimos anos tem sido marcada por crescimento constante:

  • 2022: O porto se consolidou como o maior do Hemisfério Sul e alcançou a 40ª posição mundial em movimentação de contêineres, com 4,98 milhões de TEUs.
  • 2023: Novo recorde anual, com 173,3 milhões de toneladas movimentadas, um aumento de 6,7% em relação a 2022.
  • 2024: Crescimento de 15,8% na movimentação de contêineres entre janeiro e setembro, totalizando 3,5 milhões de TEUs.

No entanto, o economista Lucas Moreno, CEO da startup de logística ElloX, alerta que o aumento da movimentação em janeiro pode ser resultado de cargas represadas em dezembro, o que pode estar causando prejuízos a produtores e exportadores. Ele ressalta a importância de acompanhar os dados de fevereiro para uma análise mais precisa.

A infraestrutura portuária brasileira tem sido alvo de críticas por parte de diversos setores da economia, que apontam para a perda de eficiência e competitividade do país. O setor agropecuário, em particular, tem demonstrado preocupação com a falta de investimentos em infraestrutura, que não acompanham o crescimento das exportações.

Em março, está previsto o leilão do terminal STS10 (Tecon Santos 10), um dos projetos mais aguardados do setor portuário. Com uma área de 601,9 mil m² e capacidade estimada de 2 milhões de TEUs por ano, o terminal representa um investimento de R$ 3,51 bilhões e terá um contrato de concessão de 25 anos.

Apesar da importância de projetos como o STS10, especialistas como Eduardo Heron, do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), apontam para a lentidão na execução desses projetos, bem como na ampliação do canal de acesso ao porto.

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