Menor consumo na segunda quinzena leva produtores a conceder descontos para manter liquidez, aponta Cepea
Recuo da demanda interrompe alta dos preços dos ovos no mercado brasileiro

O mercado de ovos no Brasil voltou a sentir os efeitos do comportamento sazonal da demanda na segunda quinzena do mês. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o enfraquecimento típico do consumo neste período interrompeu o movimento de alta dos preços da proteína, observado desde o início de agosto.
Pesquisadores do Cepea destacam que, diante da redução no ritmo de compras, produtores têm concedido descontos nas negociações para assegurar a liquidez e evitar a formação de estoques elevados. Esse ajuste resultou em leves quedas nas cotações em algumas das principais praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
A movimentação mais lenta reflete um padrão recorrente no setor: tradicionalmente, as vendas de ovos registram maior firmeza na primeira quinzena, impulsionadas pelo maior poder de compra dos consumidores, mas tendem a perder fôlego na segunda metade do mês.
Leia também no Agrimídia:
- •Frente fria traz chuva, queda de temperatura e temporais em setembro
- •Rastreabilidade por espectrometria e regras verdes redefinem disputa por mercados da carne
- •Arroba recua em agosto, mas analistas projetam recuperação ampla para setembro
- •Brasil e EUA retomam diálogo comercial sobre sobretaxas tarifárias hoje
Para os próximos dias, agentes de mercado consultados pelo Cepea indicam que a comercialização deve continuar em ritmo moderado. A expectativa é de que descontos pontuais sigam sendo aplicados como forma de equilibrar as vendas e sustentar a fluidez dos negócios até o início de setembro.

























