Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Internacional

Controle do metapneumovírus aviário exige mais do que vacinação nos Estados Unidos

O controle do metapneumovírus aviário exige estratégias robustas, não apenas vacinação. Conheça os detalhes

Controle do metapneumovírus aviário exige mais do que vacinação nos Estados Unidos

O metapneumovírus aviário (aMPV) consolidou-se como um dos maiores desafios sanitários enfrentados pela indústria de perus nos Estados Unidos desde sua introdução no país no fim de 2023. A doença, especialmente na variante tipo A, tem causado impactos severos sobre os plantéis, segundo o veterinário Dr. Cole Crumpacker, da Butterball, durante o Simpósio CFAW 2025, promovido pela Divisão de Agricultura da Universidade do Arkansas, em 2 de outubro.

Impactos severos nas granjas de perus

O aMPV tipo A tem afetado de forma mais intensa os rebanhos de perus da Butterball em Arkansas, Missouri e Carolina do Norte, provocando altas taxas de mortalidade e sintomas respiratórios graves, como tosse, roncos, sinusite e narinas obstruídas. Em muitos casos, os surtos duram de sete a dez dias por aviário, e algumas propriedades chegaram a registrar mais de 2.000 mortes diárias.

Crumpacker relatou que, em diversas ocasiões, a gravidade dos sintomas fez os profissionais suspeitarem de gripe aviária de alta patogenicidade. O vírus também causa forte imunossupressão, tornando as aves mais suscetíveis a infecções secundárias, como E. coli e Bordetella, muitas vezes antes que o próprio vírus seja identificado.

Vacinação e ajustes de protocolos

A Butterball iniciou seu programa de vacinação em 1º de abril de 2024, utilizando uma vacina viva modificada tipo A, semelhante à empregada na Europa. No entanto, os resultados iniciais ficaram abaixo das expectativas: entre os 80 primeiros lotes vacinados, cerca de 12% apresentaram sinais clínicos antes da imunização em campo, e mais da metade mostrou sintomas entre a primeira e a segunda dose. Além disso, 10% dos plantéis tiveram mortalidade superior a 10%.

A empresa realizou diversos ajustes nos protocolos, substituindo a aplicação por spray pela aplicação em gel nas incubadoras e alterando o cronograma de reforços. Pesquisas internas apontaram que, no método por spray, as aves só completavam o ciclo vacinal por volta das três semanas de idade, muito mais tarde do que o esperado.

“O imunizante não é uma solução mágica”, destacou Crumpacker. “Precisamos manter o foco no manejo e no conforto térmico das aves — isso é o que realmente faz diferença.”

Manejo e controle térmico são decisivos

As práticas de manejo continuam sendo o principal pilar no enfrentamento do aMPV. O veterinário explicou que, diante de sinais clínicos, é essencial elevar rapidamente a temperatura dos galpões entre 10 °C e 15 °C, medida que ajuda as aves a suportar febres e calafrios intensos.

“A pior coisa que se pode fazer é deixar as aves esfriarem. Quando ficam com frio, o quadro se agrava rapidamente”, alertou Crumpacker. Ele citou exemplos de granjas em que, mesmo com índices de calor acima de 43 °C, aves infectadas ainda demonstravam frio, exigindo redução drástica da ventilação para manter o conforto térmico.

Segundo o especialista, o controle do aMPV requer uma abordagem multifatorial — vacinação, biosseguridade rigorosa e manejo ambiental preciso. “O vírus nos obriga a rever conceitos. Às vezes, fazer o que é contraintuitivo, como desligar ventiladores em pleno verão, é o que salva o plantel”, concluiu Crumpacker.

Referência: WattPoultry

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