Saiba mais sobre a habilitação do Brasil para exportar ovos-produto a Singapura e o impacto na avicultura brasileira
Brasil obtém habilitação para exportar ovos-produto a Singapura

A avicultura brasileira conquistou um novo e estratégico mercado de alto valor agregado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou oficialmente a autorização para que o Brasil inicie a exportação de ovos processados (ovos-produto) para Singapura, um dos destinos mais exigentes do continente asiático. A notícia, celebrada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representa um importante reconhecimento da qualidade e sanidade da cadeia produtiva nacional.
A habilitação foi formalizada pelo ministro Carlos Fávaro e pelo secretário de Relações Internacionais, Luis Rua, após um encontro com a Ministra de Sustentabilidade e Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, durante sua missão ao Brasil. O sucesso da negociação é resultado de um trabalho técnico conjunto que envolveu também a Secretaria de Defesa Agropecuária, comandada por Carlos Goulart.
Singapura é um mercado estratégico, com uma população de alta renda e forte dependência da importação de alimentos. Em 2024, o país importou o equivalente a 31 mil toneladas de ovos (518 milhões de unidades), principalmente da Tailândia e Indonésia. Desse total, apenas 2,5 mil toneladas foram de ovos-produto, um nicho com alto potencial de expansão no qual o Brasil agora se posiciona. A demanda é impulsionada por um robusto canal HORECA (Hotelaria, Restaurantes e Catering), uma vibrante cultura gastronômica — que inclui desde a alta gastronomia até os tradicionais hawker centers — e um grande fluxo de turistas e expatriados que exigem produtos seguros, padronizados e convenientes, como ovos líquidos e pasteurizados.
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Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que a abertura amplia a competitividade do setor em um mercado que funciona como um hub de distribuição para todo o Sudeste Asiático. “O reconhecimento do sistema brasileiro por Singapura posiciona o Brasil em um novo patamar. É uma conquista importante […], sobretudo por se tratar de um produto com maior valor agregado, com potencial de abrir portas para novos fluxos comerciais nos segmentos mais exigentes da alimentação fora do lar”, avalia Santin.
Referência: ABPA
























