Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Crédito

Queda dos juros deve destravar crédito e facilitar construção do Plano Safra 2026/27, diz Fávaro

Carlos Fávaro discute como a redução dos juros deve ajudar a elaborara o Plano Safra 2026/27 e melhorar o crédito agrícola

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Brasil sedia nova rodada de negociações do acordo Mercosul–Canadá

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (9/2) que a expectativa de redução da taxa básica de juros ao longo deste ano tende a criar um ambiente mais favorável para a elaboração do Plano Safra 2026/27, que começa a vigorar em julho. Segundo ele, o novo cenário pode ampliar a disponibilidade de recursos para financiamento e ajudar a aliviar a atual restrição de crédito enfrentada pelo setor agropecuário.

Em entrevista à CNN, Fávaro avaliou que o crédito rural ficou mais limitado nas instituições financeiras em razão do aumento da inadimplência e do crescimento dos pedidos de recuperação judicial no campo. Ainda assim, destacou que não houve esgotamento de recursos no sistema financeiro.

“O setor enfrenta uma crise de crédito, associada à renda mais baixa, o que dificulta o acesso aos financiamentos”, afirmou o ministro. Ele relatou que produtores têm encontrado obstáculos ao buscar empréstimos e reforçou que o problema não está na falta de dinheiro nos bancos, mas na maior cautela na concessão. “O que acabou não foi o dinheiro, foi o crédito. A insegurança vem da onda indiscriminada de recuperações judiciais no agro e das taxas de juros elevadas, que aumentam a inadimplência”, disse.

De acordo com Fávaro, esse cenário tende a começar a mudar em 2026. “O período mais difícil já está em curso. Vamos trabalhar com a perspectiva de queda dos juros, o que deve tornar o Plano Safra mais fluido e com maior volume de recursos à disposição dos produtores”, completou. O ministro também garantiu que o montante total do próximo Plano Safra deverá ser novamente recorde.

Agenda internacional

No campo internacional, Fávaro afirmou que o Japão deve abrir seu mercado à carne bovina brasileira ainda em 2026, classificando a negociação como certa. Ele também demonstrou otimismo em relação às tratativas com a Coreia do Sul, tema que deverá ser abordado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático neste mês.

Antes disso, a missão oficial brasileira, que deve reunir mais de 400 empresários de diferentes setores, passará pela Índia, onde o governo espera avançar nas negociações para abertura do mercado indiano a pulses brasileiras, como feijões.

Acordo Mercosul–União Europeia

Durante a entrevista, o ministro também comentou o acordo entre Mercosul e União Europeia. Apesar das preocupações com possíveis salvaguardas adicionais e da judicialização do tratado no bloco europeu, Fávaro afirmou preferir uma visão otimista sobre o processo.

“Não dá para olhar apenas o copo meio vazio. A agropecuária do Mercosul será uma das grandes beneficiadas do acordo, e os produtores brasileiros estão entre os mais competitivos do mundo”, disse. Segundo ele, embora existam mecanismos de proteção, eles são recíprocos e deverão ser discutidos ao longo da implementação.

“O essencial é que o acordo foi assinado e o mercado foi aberto. Há interesse de parte dos países europeus em iniciar a aplicação provisória do tratado, especialmente daqueles que enxergam oportunidades de ampliar vendas aos sul-americanos”, concluiu.

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