Destaque Todas Páginas
Sanidade

EUA reforçam vigilância contra Peste Suína Africana para proteger granja nacional

Descubra como os EUA estão intensificando a vigilância contra a Peste Suína Africana para proteger a suinocultura nacional

Compartilhar essa notícia
Febre aftosa acende alerta sanitário na Europa e reforça vigilância no Reino Unido

O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS), ligado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), reafirmou seu compromisso em impedir que a Peste Suína Africana (PSA) chegue ao território norte-americano. A doença viral, altamente contagiosa entre suínos e com taxa de mortalidade que pode alcançar 100%, já provocou perdas expressivas em rebanhos na Ásia, Europa e outras regiões do mundo.

Embora não represente risco à saúde humana, a PSA é considerada uma das maiores ameaças sanitárias para a suinocultura global. Nos Estados Unidos, o governo federal mantém uma série de medidas preventivas para proteger o rebanho suíno e evitar impactos econômicos significativos para produtores, frigoríficos e toda a cadeia produtiva.

A mobilização ganha ainda mais destaque com a aproximação da Semana de Ação contra a Peste Suína Africana, realizada de 1º a 7 de março. A campanha busca ampliar a conscientização sobre a doença e reforçar a importância da vigilância permanente. A iniciativa ocorre também no mesmo período em que se celebra o Dia Nacional do Porco, em 1º de março, data que destaca a relevância dos suínos para a agricultura, a ciência e a sociedade nos Estados Unidos.

Estratégia preventiva busca evitar impactos econômicos e sanitários

O APHIS destaca que o país já possui um sistema robusto de salvaguardas sanitárias para prevenir a entrada de doenças animais exóticas. Ainda assim, a agência tem trabalhado continuamente para fortalecer essas barreiras de proteção.

Caso a PSA fosse detectada no território norte-americano, os impactos econômicos poderiam ser amplos. A carne suína é uma das proteínas mais consumidas nos Estados Unidos e integra diversos produtos alimentícios, desde linguiças até presuntos tradicionais. A introdução da doença poderia provocar escassez de oferta, aumento de preços e mudanças no consumo de proteínas, com reflexos em toda a cadeia de alimentos.

Para reduzir os riscos, o APHIS ampliou diversas frentes de atuação. Entre as medidas estão o fortalecimento da cooperação com a equipe da Alfândega e Proteção de Fronteiras nos portos de entrada do país, a intensificação das inspeções de passageiros e mercadorias provenientes de regiões afetadas e a adoção de restrições baseadas em risco para a importação de carne suína e derivados.

Além disso, o órgão mantém colaboração contínua com governos estaduais, lideranças da indústria e produtores para reforçar protocolos rigorosos de biossegurança nas granjas e aprimorar planos de resposta emergencial para eventuais detecções da doença.

Orientações ao público ajudam a reduzir riscos de disseminação

As autoridades sanitárias norte-americanas também ressaltam que a prevenção depende da colaboração de diversos setores da sociedade. O APHIS recomenda, por exemplo, evitar trazer produtos de carne suína do exterior para os Estados Unidos, já que alimentos à base de carne podem transportar o vírus, mesmo quando processados ou cozidos.

Outra orientação importante é a adoção de cuidados adicionais por pessoas que viajam para regiões onde há presença de suínos ou javalis. Nesses casos, recomenda-se lavar adequadamente roupas e calçados antes do retorno ao país e evitar visitas a granjas, feiras ou locais com presença de suínos por pelo menos cinco dias após a viagem.

Caçadores e praticantes de atividades ao ar livre também são orientados a manter atenção redobrada em áreas onde possam encontrar javalis, já que o vírus pode ser transportado inadvertidamente em roupas e equipamentos. A recomendação é comunicar imediatamente às autoridades caso sejam encontrados animais doentes ou mortos.

Por fim, o APHIS reforça a importância da disseminação de informações sobre a doença. A conscientização pública é vista como uma ferramenta essencial para fortalecer a vigilância sanitária e reduzir os riscos de introdução da Peste Suína Africana nos Estados Unidos.

Referência: National Pig Association

Assuntos Relacionados
boletimSIinternacionalpeste suína africanaSanidade

Relacionados

SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328