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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
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Fertilizantes

Caem vendas de empresas de fertilizantes

Demanda mais fria afetou Yara e Mosaic no Brasil no terceiro trimestre

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Caem vendas de empresas de fertilizantes

Duas líderes em vendas de adubos no mercado brasileiro, a norueguesa Yara, listada em Oslo (Noruega), e a americana Mosaic, com ações em Nova York (EUA), registraram forte lucro nos últimos trimestres, a despeito das dúvidas sobre o fornecimento desses insumos devido ao contexto geopolítico.

É que a alta de preços, que desestimulou as compras dos agricultores mundo afora, foi justamente o fator que compensou a queda das entregas, contribuindo para os resultados. O cenário mexeu com os volumes comercializados no Brasil, um mercado chave para ambas.

As duas multinacionais encabeçam as vendas locais, seguidas pela paranaense Fertipar, a russa EuroChem e a baiana Cibra – que tem como sócios os grupos americano Omimex e britânico Anglo American -, indicou uma projeção recente da consultoria americana StoneX.

O ano atípico para o segmento pode mexer com a ordem do ranking, arriscam fontes que atuam no ramo. As entregas da subsidiária brasileira da Yara caíram 40% em volume na comparação entre os terceiros trimestres de 2021 e 2022, para 1,763 milhão de toneladas de produtos – a maior parte fertilizantes -, entre junho e setembro deste ano.

Além de demanda mais fria, a norueguesa enfrentou reveses ao ter de mudar sua rede de fornecedores, cancelando compras da Rússia para seguir à risca as sanções europeias estabelecidas diante da eclosão da guerra na Ucrânia. O volume comercializado pela subsidiária brasileira da Yara representa pouco mais de 60% das vendas da empresa no continente americano, e é quase o mesmo que o registrado na Europa, onde as entregas somaram 1,979 milhão de toneladas no terceiro trimestre.

A companhia viveu uma “situação estratégica [mais] delicada” que a da Mosaic neste ano, disse um executivo do segmento ao Valor, porque compra fosfatados e potássio de terceiros. A firma americana, por sua vez, tem produção própria. Apesar do recuo nas entregas, a operação global da Yara conseguiu transformar o prejuízo de um ano atrás em lucro líquido de US$ 402 milhões no terceiro trimestre deste ano.

As “margens fortes” garantiram retorno em todos os segmentos comerciais, “mais do que compensando” os volumes mais baixos, segundo o balanço. Mesmo diante do resultado, Svein Tore Holsether, CEO da operação global, disse que a companhia continua “profundamente preocupada” com o quadro de fornecimento de alimentos e fertilizantes na Europa e no mundo. “Repetimos nosso apelo por ações urgentes para reduzir a dependência da Rússia”, reforçou. Na divisão latino-americana da Mosaic, que engloba Brasil e Paraguai, as vendas recuaram 17%, para 2,8 milhões de toneladas de adubos. Ainda assim, superaram os volumes comercializados nas outras duas divisões – fosfatos e potássio.

“Os volumes de venda do trimestre acompanharam os movimentos de mercado e sua demanda”, disse Eduardo Monteiro, vice-presidente comercial da Mosaic Fertilizantes, em nota.

“A recente melhora das relações de troca, resultado da alta nos preços das commodities e da redução dos preços dos adubos, impulsionam um aumento da demanda dos produtores rurais, visando a segunda safra e a safra de verão 2023/24”, continuou.

O lucro da operação global da americana cresceu 126% no trimestre encerrado em setembro, para US$ 842 milhões. No balanço, o CEO da operação global reiterou que, apesar das tensões no cenário, a Mosaic registrou vendas recorde ao longo de 2022, e que os fundamentos são favoráveis para o fim do ano. Apesar do retrato em 2022, projeções de consultorias e bancos indicam possível retomada de volumes entregues já em 2023. Para este ano, as estimativas apontam que o uso de adubos pelos agricultores deve cair de 6% a 10% ante 2021.

No ano passado, as empresas entregaram quase 46 milhões de toneladas de adubos – um recorde, segundo a Anda, entidade que representa o setor. Desde a semana passada, analistas da StoneX e do Rabobank vêm projetando uma possível retomada das entregas de fertilizantes em 2023. Marcelo Mello, diretor de fertilizantes da StoneX, por enquanto estima alta de 5% sobre 2022, destacando que se trata de uma “posição inicial conservadora”.

Bruno Fonseca, analista do Rabobank, fala em aumento de 4% ante as entregas estimadas pelo banco para 2022, de 42,75 milhões de toneladas. Tudo dependerá dos patamares de preços praticados. Mesmo que o agricultor tenha aplicado menos adubos nesta temporada, as terras brasileiras precisam de fertilização, sobretudo na região Centro Oeste, importante produtora de grãos.

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