Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas
Fertilizantes

Caem vendas de empresas de fertilizantes

Demanda mais fria afetou Yara e Mosaic no Brasil no terceiro trimestre

Compartilhar essa notícia
Caem vendas de empresas de fertilizantes

Duas líderes em vendas de adubos no mercado brasileiro, a norueguesa Yara, listada em Oslo (Noruega), e a americana Mosaic, com ações em Nova York (EUA), registraram forte lucro nos últimos trimestres, a despeito das dúvidas sobre o fornecimento desses insumos devido ao contexto geopolítico.

É que a alta de preços, que desestimulou as compras dos agricultores mundo afora, foi justamente o fator que compensou a queda das entregas, contribuindo para os resultados. O cenário mexeu com os volumes comercializados no Brasil, um mercado chave para ambas.

As duas multinacionais encabeçam as vendas locais, seguidas pela paranaense Fertipar, a russa EuroChem e a baiana Cibra – que tem como sócios os grupos americano Omimex e britânico Anglo American -, indicou uma projeção recente da consultoria americana StoneX.

O ano atípico para o segmento pode mexer com a ordem do ranking, arriscam fontes que atuam no ramo. As entregas da subsidiária brasileira da Yara caíram 40% em volume na comparação entre os terceiros trimestres de 2021 e 2022, para 1,763 milhão de toneladas de produtos – a maior parte fertilizantes -, entre junho e setembro deste ano.

Além de demanda mais fria, a norueguesa enfrentou reveses ao ter de mudar sua rede de fornecedores, cancelando compras da Rússia para seguir à risca as sanções europeias estabelecidas diante da eclosão da guerra na Ucrânia. O volume comercializado pela subsidiária brasileira da Yara representa pouco mais de 60% das vendas da empresa no continente americano, e é quase o mesmo que o registrado na Europa, onde as entregas somaram 1,979 milhão de toneladas no terceiro trimestre.

A companhia viveu uma “situação estratégica [mais] delicada” que a da Mosaic neste ano, disse um executivo do segmento ao Valor, porque compra fosfatados e potássio de terceiros. A firma americana, por sua vez, tem produção própria. Apesar do recuo nas entregas, a operação global da Yara conseguiu transformar o prejuízo de um ano atrás em lucro líquido de US$ 402 milhões no terceiro trimestre deste ano.

As “margens fortes” garantiram retorno em todos os segmentos comerciais, “mais do que compensando” os volumes mais baixos, segundo o balanço. Mesmo diante do resultado, Svein Tore Holsether, CEO da operação global, disse que a companhia continua “profundamente preocupada” com o quadro de fornecimento de alimentos e fertilizantes na Europa e no mundo. “Repetimos nosso apelo por ações urgentes para reduzir a dependência da Rússia”, reforçou. Na divisão latino-americana da Mosaic, que engloba Brasil e Paraguai, as vendas recuaram 17%, para 2,8 milhões de toneladas de adubos. Ainda assim, superaram os volumes comercializados nas outras duas divisões – fosfatos e potássio.

“Os volumes de venda do trimestre acompanharam os movimentos de mercado e sua demanda”, disse Eduardo Monteiro, vice-presidente comercial da Mosaic Fertilizantes, em nota.

“A recente melhora das relações de troca, resultado da alta nos preços das commodities e da redução dos preços dos adubos, impulsionam um aumento da demanda dos produtores rurais, visando a segunda safra e a safra de verão 2023/24”, continuou.

O lucro da operação global da americana cresceu 126% no trimestre encerrado em setembro, para US$ 842 milhões. No balanço, o CEO da operação global reiterou que, apesar das tensões no cenário, a Mosaic registrou vendas recorde ao longo de 2022, e que os fundamentos são favoráveis para o fim do ano. Apesar do retrato em 2022, projeções de consultorias e bancos indicam possível retomada de volumes entregues já em 2023. Para este ano, as estimativas apontam que o uso de adubos pelos agricultores deve cair de 6% a 10% ante 2021.

No ano passado, as empresas entregaram quase 46 milhões de toneladas de adubos – um recorde, segundo a Anda, entidade que representa o setor. Desde a semana passada, analistas da StoneX e do Rabobank vêm projetando uma possível retomada das entregas de fertilizantes em 2023. Marcelo Mello, diretor de fertilizantes da StoneX, por enquanto estima alta de 5% sobre 2022, destacando que se trata de uma “posição inicial conservadora”.

Bruno Fonseca, analista do Rabobank, fala em aumento de 4% ante as entregas estimadas pelo banco para 2022, de 42,75 milhões de toneladas. Tudo dependerá dos patamares de preços praticados. Mesmo que o agricultor tenha aplicado menos adubos nesta temporada, as terras brasileiras precisam de fertilização, sobretudo na região Centro Oeste, importante produtora de grãos.

Assuntos Relacionados Empresas
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344