Expansão industrial, sustentabilidade e tecnologia marcam o setor, enquanto país ganha protagonismo na cadeia de proteína animal
Novidades globais na suinocultura destacam investimentos e inovação, com impacto direto no Brasil

O setor suíno global encerra maio com uma série de movimentos que indicam retomada econômica, avanço tecnológico e reforço de compromissos ambientais. Empresas ampliam investimentos, lançam novas soluções e reposicionam estratégias diante de um mercado cada vez mais exigente.
Nesse cenário, o Brasil se consolida como peça central na cadeia global de proteína animal. A ADM inaugurou uma nova fábrica de pré-misturas e aditivos para ração em Apucarana (PR), com 7.500 m² e capacidade para produzir 40 mil toneladas por ano. A unidade, altamente automatizada, foi projetada para aumentar a eficiência e a previsibilidade da produção, com sistemas avançados de rastreabilidade e mistura segregada, reforçando a confiança de multinacionais no mercado brasileiro.
A movimentação internacional acompanha esse ritmo de expansão. A dinamarquesa European Protein dobrou seu EBITDA em 2025, mesmo em um ambiente desafiador para proteínas especializadas, e projeta crescimento adicional com novos investimentos nos Estados Unidos e na Ásia. No campo da sustentabilidade, a Nutreco reportou redução de 47% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com 2018, além de avanços em bem-estar animal e economia circular. A Hendrix Genetics também apresentou metas e resultados voltados à resiliência climática e à transparência em sua cadeia produtiva.
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Brasil no radar
A relevância brasileira se insere em um contexto mais amplo de transformação do setor, que avança também em outras regiões. Na Ásia, a Charoen Pokphand Foods e a NH Foods iniciaram a produção conjunta de carne suína processada na Tailândia, com foco em mercados estratégicos como Japão, Hong Kong e Singapura.
A agenda de inovação segue acelerada. A plataforma Sustell, da DSM-Firmenich, recebeu certificação para análise do ciclo de vida de rações, ampliando a capacidade de mensuração de impactos ambientais. Nos Estados Unidos, a Zoetis obteve autorização ampliada para uso de medicamento no controle da mosca-varejeira-do-novo-mundo em suínos e outras espécies.
Novas tecnologias também ganham espaço dentro das granjas. A BioCV lançou um sistema inteligente de monitoramento de porcas, capaz de antecipar sinais de cio, doenças e parto por meio de sensores e análise de dados em tempo real. Já a Kerry apresentou uma solução enzimática voltada à melhoria da digestibilidade de nutrientes em rações, enquanto a Renaissance BioScience avança em pesquisas com entrega de RNA para aplicações futuras em saúde animal.
O período ainda foi marcado por iniciativas voltadas à inovação aberta, como o Desafio Agrotecnológico 2026 da Tesco, além da celebração dos 15 anos da Animine, empresa especializada em nutrição animal de precisão.
O conjunto dessas iniciativas reforça uma tendência clara: a suinocultura global caminha para um modelo mais tecnológico, sustentável e integrado — com o Brasil ocupando posição cada vez mais estratégica nesse processo.
Fonte: Pig progress























