Lote vindo da Ucrânia não possuía registros de validade ou origem exigidos pelas normas da União Europeia
Apreensão de 75 mil ovos ilegais em Viena aciona alerta sanitário

Fiscais de comércio da capital da Áustria, Viena, interceptaram um lote com 75.000 ovos ilegais importados da Ucrânia. A mercadoria não apresentava carimbos de identificação, indicação sobre a procedência ou informações relativas ao prazo de validade, descumprindo os padrões exigidos pelas regras de mercado do bloco europeu, segundo comunicado emitido pelo órgão fiscalizador Marktamt Wien.
Ausência de dados e rastreabilidade no atacado
A descoberta do carregamento ocorreu nas dependências do mercado atacadista de Wien-Inzersdorf. De acordo com representantes da administração do local, o entrave central com o lote ucraniano consistiu na total falta de documentos suporte e na ausência de marcações físicas nas cascas dos ovos. Sem essas informações, tornou-se impossível determinar o método de manejo das aves — se oriundas de sistema orgânico, de criação em gaiolas ou outra modalidade.
A entidade de fiscalização informou não ter detalhes sobre a destinação final dada à mercadoria após a retenção. As autoridades ponderaram que a proibição de comércio na Áustria decorreu estritamente da falta de rotulagem regulamentar, o que não significa necessariamente que o alimento estivesse estragado ou impróprio para a ingestão humana.
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Produtores cobram fiscalização nas indústrias de processamento
O episódio provocou a reação imediata da Bauernbund, a associação dos agricultores austríacos, que manifestou descontentamento com o caso. A liderança da entidade pontuou que, por se tratar de um produto in natura, a falta de identificação foi facilmente notada pelos agentes, impedindo que o lote ilegal abastecesse o varejo.
O principal receio do setor produtivo reside no destino desse tipo de mercadoria na cadeia de transformação. A associação alertou que, caso esses mesmos ovos fossem direcionados diretamente para indústrias de alimentos processados, a irregularidade passaria despercebida. Diante disso, o presidente da organização, Georg Strasser, cobrou publicamente um endurecimento nos mecanismos de controle nas esferas nacional e europeia para bloquear a entrada de insumos ilegais nas fronteiras.
Fonte: Poultry World























