Massa de ar polar derruba temperaturas a partir de quarta-feira (1º); produtores devem acionar alerta para proteger lavouras e hortas
Julho inicia com frente fria severa, temporais e risco de geada no cinturão agrícola do Sul

A virada de mês trará uma mudança radical e abrupta no padrão meteorológico das principais regiões produtoras do Brasil. De acordo com o prognóstico da Climatempo, o início de julho será marcado pelo avanço coordenado de uma forte frente fria e de uma intensa massa de ar polar. Entre a quarta-feira (1º) e a sexta-feira (3), o sistema provocará temporais no Sul, avançará em direção ao Sudeste e derrubará as temperaturas, trazendo risco iminente de geada.
Para o agronegócio, as condições climáticas exigem monitoramento imediato, pois os extremos meteorológicos afetarão tanto o manejo diário quanto a integridade das culturas em campo.
Quarta e Quinta-feira: Temporais e paralisação nas máquinas
O primeiro estágio da frente fria atingirá o Sul do país entre quarta e quinta-feira. O choque de massas de ar gerará instabilidade severa, com previsão de acumulados de chuva elevados, rajadas de vento e risco de granizo localizado.
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As áreas mais afetadas pelo canal de umidade incluem:
O norte do Rio Grande do Sul;
Todo o estado de Santa Catarina;
O sul do Paraná.
Impacto no campo: O volume expressivo de água deve paralisar temporariamente os trabalhos de campo, como a colheita da safrinha de milho e a semeadura das culturas de inverno. Além disso, as estradas rurais podem registrar pontos de atoleiro, dificultando o escoamento e o transporte logístico de insumos e animais.
Sexta-feira: Avanço do ar polar e alerta de geada
Na sexta-feira (3), a frente fria se desloca em direção ao Sudeste do Brasil, abrindo caminho para a entrada de uma massa de ar de origem polar extremamente seca e fria. A rápida subsidência do ar causará um declínio acentuado nos termômetros em toda a Região Sul.
Com o céu limpo e o vento calmo previstos para a madrugada, o risco de geada é considerado alto no interior e na Serra de Santa Catarina, em amplas áreas do Rio Grande do Sul e nas porções sul e sudoeste do Paraná.
O alerta atinge diretamente os produtores de hortaliças, pastagens de inverno, fruticultura de clima temperado e lavouras perenes ou em fases biológicas mais sensíveis ao congelamento de tecidos foliares. Agrônomos recomendam que os agricultores adotem medidas mitigadoras, como a cobertura de canteiros e a suspensão de manejos que exponham ainda mais as plantas ao estresse térmico.
Fonte: Canal Rural























