Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,19 / kg
Soja - Indicador PRR$ 146,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 153,86 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 4,90 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,70 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 131,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 131,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 144,68 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 146,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 124,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 134,46 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.438,99 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.323,93 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 159,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 131,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 140,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 147,00 / cx
Destaque Todas Páginas
Pesquisa e desenvolvimento

Embrapa viabiliza produção em larga escala de bioinseticidas contra pragas agrícolas

Novo processo industrial barateia a fermentação de fungos, estende a durabilidade do produto e alcança até 93% de eficiência no campo

Compartilhar essa notícia
Embrapa viabiliza produção em larga escala de bioinseticidas contra pragas agrícolas

Pesquisadores da Embrapa desenvolveram um processo completo para a produção industrial de bioinseticidas à base de fungos patogênicos para insetos, o que pode ampliar a oferta de alternativas sustentáveis para o controle de importantes pragas da agricultura. A tecnologia envolve desde a otimização da fermentação líquida em larga escala até a formulação, armazenamento e validação em campo dos produtos biológicos. A elevada produção de células dos fungos, conhecidas como blastosporos, apresentou estabilidade durante o armazenamento e eficiência no controle da mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B) e da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

De acordo com Aline Lira, bolsista do projeto na Embrapa Meio Ambiente durante seu doutorado (Esalq-USP), os resultados representam um avanço para a produção comercial de bioinseticidas fúngicos, uma vez que superam dois dos principais desafios dessa tecnologia: a fabricação em larga escala e a baixa estabilidade dos blastosporos durante o armazenamento.

“Foi demonstrado que é possível produzir mais de um bilhão de blastosporos por mililitro em apenas dois dias de fermentação, mantendo a qualidade biológica necessária para uso agrícola. Além disso, blastosporos em formulação oleosa apresentaram maior virulência quando comparados com não formulados, criando um efeito sinérgico no controle dos insetos-praga”, destaca Lira.

Embrapa viabiliza produção em larga escala de bioinseticidas contra pragas agrícolas
Foto: Imagem Escalonamento da produção de blastósporos

Menor custo, maior produção

Os blastosporos são células produzidas naturalmente por fungos entomopatogênicos durante a infecção de insetos. Para a indústria, a grande vantagem é que eles podem ser multiplicados rapidamente por meio de fermentação líquida. Comparado ao método tradicional de fabricação em fermentação sólida para obtenção de conídios, a produção de blastosporos torna o processo mais ágil, uniforme e fácil de automatizar.

Na prática, isso significa fábricas mais produtivas e melhor controle do bioprocesso, o que reflete na qualidade final dos propágulos produzidos. Entretanto, sua elevada sensibilidade à desidratação e a condições ambientais adversas sempre limitaram sua utilização comercial.

“Para superar esse problema, a equipe desenvolveu protocolos que envolveram a escolha das melhores fontes de carbono e nitrogênio para a fermentação, o escalonamento da produção em biorreatores de laboratório e industriais e o desenvolvimento de formulações capazes de preservar a viabilidade dos fungos durante o armazenamento e que aumentaram sua atividade inseticida”, explica Gabriel Mascarin, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.

Escala industrial

Depois da etapa laboratorial, o processo foi transferido para biorreatores de sete litros e, posteriormente, para biorreatores industriais de 1.200 litros. “Mesmo em larga escala”, enfatiza Mascarin, “os rendimentos de produção se mantiveram elevados. Em média, os cultivos atingiram entre 1,8 e 2,8 bilhões de unidades formadoras de colônia por mililitro entre 2 e 4 dias de fermentação, demonstrando que a tecnologia pode ser utilizada em processos industriais sem perda significativa de desempenho”.

Segundo o pesquisador, essa etapa representa um dos maiores avanços do trabalho, pois demonstra que a produção industrial de blastosporos desses fungos é tecnicamente viável e pode atender às demandas do mercado de produtos biológicos para a agricultura.

Formulação aumenta a vida útil

Outro desafio enfrentado pelos pesquisadores foi prolongar a estabilidade dos blastosporos após sua produção sem secagem prévia por convecção, método bastante utilizado para secagem de fungos na fabricação de formulações sólidas-secas do tipo pó molhável e grânulo dispersível em água.

A estabilidade durante armazenamento de blastosporos sem secagem por convecção é um gargalo industrial que limita a comercialização desses bioinseticidas. Além disso, a secagem por convecção pode aumentar os custos de produção de um bioinseticida fúngico. Na prática, isso barateia e simplifica o processo industrial, abrindo as portas para a comercialização em larga escala.

Para isso, diferentes formulações foram avaliadas utilizando dispersão em óleo vegetal e sílica amorfa. O estudo mostrou que essas combinações preservaram a viabilidade dos fungos por até 90 dias sob refrigeração, desempenho muito superior ao observado com blastosporos sem formulação adequada.

Controle eficiente 

Os pesquisadores avaliaram a eficiência dos novos bioinseticidas contra duas das principais pragas da agricultura brasileira. Segundo Jeanne Marinho-Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, nos ensaios em laboratório e casa de vegetação, os blastosporos formulados apresentaram elevada virulência contra lagartas de Spodoptera frugiperda e ninfas de mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B), alcançando mortalidade entre 70% e 93% quando aplicados na concentração de 10 milhões de blastosporos por mililitro.

“Os experimentos também mostraram que os blastosporos desses fungos conseguem aderir rapidamente ao corpo dos insetos, germinar e iniciar o processo de infecção poucas horas após a aplicação, acelerando consequentemente a mortalidade em poucos dias, o que é uma característica importante para o controle biológico dessas pragas”, destacou Marinho-Prado. Resultados foram confirmados em lavouras de soja. A tecnologia também foi testada em condições reais de cultivo.

Marcus Santana, da Efense, empresa que cofinanciou essa pesquisa, explica que durante duas safras consecutivas de soja (2022/2023 e 2023/2024), aplicações sucessivas dos bioinseticidas à base de blastosporos reduziram significativamente as populações de mosca-branca nas áreas experimentais.

“Os ensaios compararam os novos produtos com bioinseticidas comerciais registrados no Brasil, demonstrando que as formulações à base de blastosporos apresentam elevado potencial para integrar programas de manejo integrado de pragas e ampliar as opções de controle biológico disponíveis aos agricultores”, informou Santana.

Mais novos bioinseticidas

Os pesquisadores destacam que o estudo consolida mais de uma década de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para produção de blastosporos de fungos patogênicos para insetos, validando a sua patente sob o código BR112016 0066138 e PCT/US2015/049673 dos inventores Gabriel Moura Mascarin e Mark Alan Jackson. O trabalho demonstra que é possível integrar todas as etapas — produção, escalonamento industrial, formulação, armazenamento e validação biológica — em um único processo tecnicamente viável.

A expectativa é que os resultados contribuam para acelerar o desenvolvimento de novos bioinseticidas comerciais à base de blastosporos, fortalecendo o manejo integrado de pragas e reduzindo a dependência de inseticidas químicos. Além dos benefícios ambientais, a tecnologia pode ampliar a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos, setor que apresenta crescimento contínuo impulsionado pela busca por sistemas agrícolas mais sustentáveis.

O trabalho, publicado na CS Agricultural Science & Technology, pode ser acessado aqui 

Fonte: Embrapa

Assuntos Relacionados
boletimSIpesquisa e desenvolvimento
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 68,19
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 146,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 153,86
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 7,27
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 4,90
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,02
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,60
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,69
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 4,70
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 131,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 131,67
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 144,68
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 146,40
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 124,02
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 134,46
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,29
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.438,99
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.323,93
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 159,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 131,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 140,12
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 147,00
    cx

Relacionados

SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328