Em discurso no evento Agenda Brasil, presidente do CNA afirmou que o reequilíbrio fiscal deixou de ser uma escolha para se tornar uma “necessidade imperativa”
Agronegócio
João Martins critica gastos públicos e alerta para endividamento no agro
Compartilhar essa notícia

Durante a abertura do fórum Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade, realizado em São Paulo nesta terça-feira (25), o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, fez duras críticas à condução das contas públicas do país. Martins classificou o ambiente econômico atual como hostil e afirmou que o reequilíbrio fiscal tornou-se uma urgência para evitar o colapso de estruturas produtivas e conter a pressão sobre as taxas de juros.
Principais Alertas e Indicadores Apresentados
- Endividamento no campo: O avanço contínuo das despesas públicas e da dívida nacional empurra os juros para patamares incompatíveis com o setor privado, atingindo diretamente o agronegócio, que passa a enfrentar severa crise de endividamento.
- Radiografia social (Estudo CNA/Senar): Dados encomendados pela entidade revelam que 70% da população ocupada no país ganha até dois salários-mínimos e cerca de 30 milhões de famílias dependem de programas sociais de transferência de renda.
- Aporte do agronegócio: O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, reforçou que o setor alimenta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e responde por metade das exportações brasileiras e 25% do PIB, mas vê seu crescimento travado pelo custo do crédito.
- Incentivos e seguro rural: A senadora Tereza Cristina (FPA) reiterou a cobrança por eficiência nos gastos governamentais, alocação previsível de recursos para o seguro rural e proteção à renda do produtor afetado por adversidades climáticas.
De acordo com João Martins, presidente da CNA, “o descontrole dos gastos públicos tornou a economia brasileira um ambiente hostil. O próprio agro, que foi por muito tempo uma ilha de prosperidade, está a braços com uma crise de endividamento. A ação e a omissão do governo estão envenenando o país com os maiores juros reais do mundo. O ajuste das contas não é mais uma escolha, é uma necessidade imperativa.”
Para Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, “o setor responde por um quarto do PIB e metade das nossas exportações. No entanto, o endividamento do produtor por conta dos juros altos e da inflação impede a continuidade do ritmo de crescimento da produção nacional.”
Fonte: CNA
Assuntos Relacionados
Relacionados
Pesquisa e desenvolvimento
Boreal: 1º porco clonado da América Latina é eutanasiado pela USP
Pesquisa e desenvolvimento























