Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Agronegócio

Agro lidera em imagem, mas peca na comunicação global

Estudo da OnStrategy aponta o agronegócio como referência em confiança e qualidade. Especialistas cobram foco em narrativas de origem, valorização do terroir e promoção internacional

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Agro lidera em imagem, mas peca na comunicação global
A reputação do agronegócio brasileiro destaca-se como a mais bem avaliada no país, impulsionada por uma percepção altamente favorável entre o público feminino. No entanto, especialistas alertam que a robustez do setor na percepção interna ainda não se traduz em reconhecimento de marca e agregação de valor no mercado internacional, evidenciando uma lacuna estratégica na comunicação.
Os dados integram o estudo inédito Marca Brasil, conduzido pela consultoria portuguesa OnStrategy e apresentado em São Paulo. O levantamento revela que o agro é o segmento econômico com o maior diferencial positivo entre a avaliação das mulheres e a média do público interno geral.

O Agro e o Contraste Setorial

Na avaliação de desempenho setorial numa escala de 0 a 10, a percepção feminina atua como uma “lente de contraste”, acentuando as virtudes dos segmentos fortes e evidenciando as vulnerabilidades dos mais fragilizados:
  • Desempenho Positivo: A nota das mulheres para o agronegócio supera em 0,12 ponto a média interna geral. Os setores de Turismo e Energia/Tecnologia também apresentaram saldo positivo, ambos com +0,07 ponto.
  • Desempenho Negativo: Em contrapartida, a Indústria registrou o pior resultado entre o público feminino, situando-se 0,44 ponto abaixo da média geral. O segmento de Bancos e Seguros ficou 0,37 ponto atrás (com nota absoluta de 6,46 contra 6,83 da média), enquanto o Varejo oscilou -0,08 ponto.
  • Atributos Determinantes: De acordo com José Antonio Silva, country manager da OnStrategy no Brasil, o agro destaca-se em atributos como admiração, confiança, qualidade de produtos e serviços, inovação e diferenciação — pilares que poderiam servir de referência para a reestruturação de imagem da indústria e do setor financeiro.

O Poder da Narrativa de Origem e Afeto

A aprovação do agronegócio entre as mulheres está diretamente conectada à forma como o setor comunica a produção de alimentos e o cuidado ambiental.
Para a pesquisadora da USP e mentora de lideranças rurais Lorena Mangabeira, o setor ganha força quando abandona a linguagem puramente fabril e adota narrativas humanas. Ela cita o mercado de cafés especiais — em grande parte liderado por mulheres — como exemplo de sucesso na construção de valor internacional por meio do resgate do atributo “cuidado” e das histórias de vida dos produtores.

O Desafio da Comunicação Internacional

Apesar da imagem sólida no ambiente doméstico, o agronegócio brasileiro enfrenta o desconhecimento do consumidor final no exterior, avalia o professor e consultor José Luiz Tejon. Para o especialista, a falta de uma promoção pragmática da origem dos produtos torna o país vulnerável em negociações comerciais e disputas geopolíticas:
  • Vulnerabilidade B2B: Sem o reconhecimento da população global sobre como o Brasil produz alimentos e fibras, as negociações entre empresas (B2B) perdem força e ficam suscetíveis a polarizações políticas internacionais.
  • Agregação de Valor e Terroir: Tejon defende uma estratégia ativa de divulgação baseada em rastreabilidade, certificações de sustentabilidade e diferenciação por biomas, conectando a produção agrícola à gastronomia e à cultura local.
  • Indicações Geográficas (IGs): O fortalecimento dos territórios produtores ganha impulso com a promoção do Sebrae. Atualmente, o Brasil conta com mais de 150 Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), volume que quintuplicou nos últimos cinco anos, expandindo o valor das regiões para além das commodities tradicionais.

Metodologia da Pesquisa

O levantamento global da OnStrategy entrevistou 470,6 mil pessoas em 27 países, das quais 192,4 mil residem no Brasil (com 56% de participação feminina na amostra nacional). As entrevistas online foram aplicadas entre outubro de 2025 e março de 2026. A consultoria classifica a reputação do agro e do turismo como “robustas”, atuando como motores ativos na construção da imagem internacional da marca Brasil.
Da Redação, com informações da CNN
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