Os índices nos plantéis britânicos estão entre os mais baixos da Europa, enquanto surtos em humanos ligados a ovos importados estão sob investigação
Reino Unido mantém Salmonella sob controle nas granjas, mas reforça alerta aos avicultores

A Agência de Saúde Animal e Vegetal do Reino Unido (APHA) informou que os controles de Salmonella na avicultura britânica mantêm a infecção em níveis muito baixos nas granjas comerciais. Mesmo assim, o órgão pede que os produtores mantenham a amostragem rigorosa e a biossegurança. Os casos em humanos estão crescendo no país, e ovos importados estão sendo investigados.
Em 2025, apenas 0,43% dos lotes de poedeiras na Grã-Bretanha testaram positivo para os sorotipos de Salmonella regulamentados. Entre os frangos de corte, o índice foi de 0,004%. Segundo a APHA, essas taxas estão entre as menores da Europa e caíram bastante desde 2007, quando passaram a vigorar os Programas Nacionais de Controle (PNCs) obrigatórios.
Surtos ligados a ovos importados
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Os casos de salmonelose na Inglaterra atingiram em 2025 o maior nível em dez anos. A APHA afirma, porém, que esse aumento não apareceu na vigilância animal. Também não há evidência de relação com a produção britânica de aves ou ovos.
As autoridades sanitárias investigam três surtos possivelmente associados a ovos importados, que já afetaram 622 pessoas e causaram duas mortes. A análise genética indica que os casos estão ligados ao consumo desses ovos em restaurantes, cafés e serviços de comida para viagem. Dois grandes importadores estão sendo investigados, mas a origem exata da contaminação ainda não foi identificada. A Agência de Normas Alimentares (FSA) afirma que não há indícios de problemas com os ovos produzidos no Reino Unido.
Amostragem e biossegurança
A veterinária Stella Ntachampre, consultora da APHA, destacou que o sistema depende da coleta correta e no prazo das amostras em todos os plantéis. Essa coleta é responsabilidade dos próprios produtores. Os dados permitem identificar problemas cedo e agir antes que produtos contaminados cheguem ao consumidor.
A prevenção começa na granja, com algumas medidas essenciais:
- instalações limpas;
- acesso controlado;
- ração e água seguras;
- controle de roedores e pragas;
- boas práticas de higiene.
Quando uma cepa regulamentada é detectada, a APHA investiga o caso e pode restringir a movimentação de aves e ovos. Essa resposta é feita em conjunto com veterinários, autoridades locais e órgãos de saúde pública.
Para a agência, os bons resultados britânicos só se mantêm com a participação contínua de produtores, veterinários, laboratórios e reguladores. Com a investigação dos surtos ainda em andamento, preservar esse histórico é fundamental para manter a confiança do consumidor nos ovos e na carne de frango produzidos no país.
Da Redação, com informações do Poultry World
























