Mercado projeta alta de 5,66% para a alimentação no domicílio, contra 4,30% para o IPCA, com o El Niño entre os fatores de risco
Alimentos devem seguir acima da inflação geral em 2027, aponta Focus

A inflação dos alimentos deve continuar maior que a inflação geral em 2027. É o que mostra o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (5) pelo Banco Central. Os analistas consultados projetam alta de 5,66% para a alimentação no domicílio, acima dos 4,30% estimados para o IPCA.
A projeção para os alimentos está estável há três semanas, mas em um nível mais alto que o do início do segundo semestre. Em 24 de julho, a mediana era de 5,39%. Em setembro, chegou a 5,67% e recuou para os atuais 5,66%. Desde o fim de julho, a alta acumulada é de 0,27 ponto percentual.
El Niño no radar
Leia também no Agrimídia:
- •Santa Maria de Jetibá tem 331 galinhas por habitante e segue como maior produtora de ovos do Brasil
- •Embrapa leva missão à China para ampliar parcerias em pesquisa agrícola
- •Copacol celebra 45 anos dos Matrizeiros em Nova Aurora e Cafelândia
- •Semana Mundial do Ovo: Consumo no Brasil deve bater 301 unidades por habitante
O Banco Central também acompanha esse movimento. No Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro, a instituição afirmou que a piora das expectativas para 2027 se concentrou na alimentação no domicílio. Segundo o BC, as projeções provavelmente já incorporam os efeitos esperados do El Niño sobre os preços.
O relatório também destaca riscos para a produção agrícola do próximo ano, especialmente para milho, algodão e arroz, diante das condições climáticas ligadas ao fenômeno.
Da Redação, com informações da CNN Brasil e do Banco Central
























