Em artigo na Suinocultura Industrial, a zootecnista mostra como imunocastração, ractopamina e temperatura alteram o desempenho e as dietas
Diferença entre macho e fêmea e manejo comandam a nutrição de suínos em crescimento e terminação

Nas fases de crescimento e terminação, quando o consumo de ração é alto, formular dietas precisas faz grande diferença no resultado da granja. Essa é a avaliação da zootecnista Fabiana Miuki Higa Abe em artigo publicado na edição 322 da revista Suinocultura Industrial. Segundo ela, as dietas devem seguir as exigências de cada estágio, sem excessos nem deficiências que prejudiquem o desempenho e a eficiência.
A autora destaca os fatores que mais influenciam o desempenho nessa fase: genética, diferença entre machos e fêmeas, idade, nutrição, imunocastração e uso de ractopamina. A diferença entre machos e fêmeas, sozinha, já tem peso relevante. Com base nas Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos (Rostagno et al., 2017), ela mostra que, dos 63 aos 140 dias, os machos castrados ganham em média 1.146 g por dia, contra 1.079 g das fêmeas.
A temperatura também pesa. A faixa de conforto para suínos em crescimento e terminação vai de 16 °C a 26 °C. Acima de 31 °C, o estresse térmico reduz o consumo e o ganho de peso e, nos casos mais graves, pode levar à exaustão e à morte.
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Imunocastração e ractopamina
A imunocastração tem efeito semelhante ao da castração cirúrgica, mas sem procedimento invasivo, o que favorece o bem-estar animal. Fabiana Abe ressalta que esses animais mudam o comportamento alimentar ao longo do tempo. No início, eles se parecem com machos inteiros. Depois da segunda dose da vacina, passam a consumir mais ração que os castrados cirurgicamente. Por isso, a dieta precisa ser ajustada a cada fase, inclusive com níveis mais altos de lisina.
Já a ractopamina, aditivo que aumenta a massa muscular e reduz a gordura, melhora em média a eficiência alimentar em 12%, o ganho de peso em 10% e o peso final em 3,7%. Os dados vêm de uma meta-análise de Andretta et al. (2011). A resposta, porém, depende dos níveis de proteína, lisina e energia da dieta.
Para a autora, o grande desafio do nutricionista é calcular as exigências em cada combinação desses fatores. É desse cálculo que depende o máximo desempenho e a rentabilidade da produção.
Leia o artigo completo na edição 322 da revista Suinocultura Industrial.
























