Vendas para os demais mercados crescem 8,9% no período; sebo bovino e fumo não manufaturado estão entre os produtos mais atingidos pelas sobretaxas americanas
Exportações do agro brasileiro aos EUA caem 17,8% até setembro

As exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos recuaram 17,8% de janeiro a setembro de 2026, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. No sentido oposto, os embarques do setor para outros destinos avançaram 8,9%. Os dados são do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil a partir de informações do Comexstat.
O resultado acompanha a queda geral das vendas brasileiras ao mercado americano, que somaram US$ 27,5 bilhões no acumulado do ano, retração de 6,5%. Setembro, porém, trouxe sinal de recuperação: as exportações totais aos EUA cresceram 31,9% sobre o mesmo mês de 2025, para US$ 3,5 bilhões.
Sobretaxas pesam sobre o agro
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Entre os produtos agropecuários sujeitos às tarifas adicionais de 25% ou 37,5%, o sebo bovino registrou queda de 33,4% nas vendas aos Estados Unidos no ano, e o fumo não manufaturado, de 32,2%.
Dos dez principais itens submetidos às alíquotas mais altas, nove tiveram retração. As maiores quedas foram da madeira de coníferas, com recuo de 50,6%, e dos granitos trabalhados, com baixa de 34,1%. No conjunto, os produtos sobretaxados somaram US$ 4,1 bilhões em exportações entre janeiro e setembro, 25,4% a menos que em 2025, o que representa cerca de US$ 1,4 bilhão a menos.
Considerando todos os bens sujeitos às tarifas extras, a queda foi de 8,1% no acumulado do ano, enquanto os produtos sem sobretaxa recuaram 5,1%.
Apesar da perda de espaço nos EUA, o avanço das vendas para outros destinos indica que o agro tem conseguido redirecionar parte dos embarques para mercados alternativos. O levantamento, no entanto, não detalha os valores totais exportados pelo setor para cada grupo de destinos.
Da Redação, com informações da CNN Brasil
























