Perus da granja de Nova Itaberaba serão sacrificados, e uma área de restrição inclui quatro municípios do Oeste catarinense
Mapa interdita granja e vai monitorar 133 propriedades após foco de Newcastle em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interditou a granja comercial de perus de corte de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, onde foi confirmado um foco da doença de Newcastle. A movimentação de aves está suspensa, e os cerca de 6 mil perus da propriedade serão sacrificados. Depois disso, o local passará por limpeza, desinfecção e pelos demais procedimentos previstos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). As medidas foram detalhadas nesta segunda-feira (19), em entrevista coletiva em Brasília.
Área de restrição
O Mapa também criou uma área de restrição que inclui Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias. Cerca de 133 propriedades serão visitadas pelas equipes técnicas, que vão examinar as aves e coletar amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). O objetivo é identificar sinais clínicos e verificar se o vírus está presente em outras granjas.
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Por enquanto, não haverá recolhimento de produtos nem devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região. As ações são conduzidas pelo Mapa em conjunto com o Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina.
Investigação
As amostras da granja foram coletadas entre 21 de setembro e 14 de outubro, e o diagnóstico foi confirmado em laboratório. Segundo o Mapa, as aves não saíram da propriedade nem foram enviadas para abate. O foco foi identificado durante as ações de vigilância ativa.
O ministro André de Paula ressaltou que não há risco à saúde humana no consumo de produtos avícolas com inspeção oficial. “O consumo dessa carne não traz nenhum risco às pessoas”, afirmou.
Exportações
O Mapa está comunicando a ocorrência aos países parceiros. Eventuais restrições comerciais vão seguir os protocolos sanitários acertados com cada mercado, e o ministério promete manter o diálogo com as autoridades internacionais e divulgar novas informações conforme o avanço das ações.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária
























