Restrições comerciais isolam o estado catarinense, enquanto a agência de defesa agropecuária estadual inicia testagem em 1.600 propriedades rurais
China, México e Chile embargam frango de SC após foco de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou nesta quarta-feira, 21 de outubro, que China, México e Chile suspenderam as importações de carne de frango provenientes de Santa Catarina. A restrição comercial imposta pelos três países é uma resposta oficial e direta à confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial localizada no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Augusto Billi, assegurou que o embargo chinês se restringe a 14 frigoríficos catarinenses, preservando integralmente os embarques dos demais estados produtores. A medida isola o impacto comercial, evitando uma suspensão sistêmica das exportações do país. Paralelamente, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) emitiu nota setorial informando que atua em alinhamento com o governo federal para acelerar a normalização do fluxo comercial, destacando a transparência do sistema de defesa sanitária brasileiro perante a comunidade internacional.
No front sanitário interno, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) deflagrou uma operação de vigilância epidemiológica rigorosa na região afetada. As equipes técnicas visitarão cerca de 1.600 propriedades rurais no entorno do foco confirmado. O protocolo oficial prevê a coleta de amostras de sangue de aves em mais de 130 locais específicos para análises laboratoriais, cumprindo as exigências globais para a delimitação da zona de controle e erradicação do surto.
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Com a paralisação temporária das plantas catarinenses, o mercado projeta que a demanda internacional será redirecionada para frigoríficos habilitados no Paraná e no Rio Grande do Sul. O cenário exige readequação logística imediata das agroindústrias para manter o volume de embarques aos parceiros comerciais. A situação também impõe a necessidade de investimentos adicionais em biosseguridade em todo o território nacional para evitar novas ocorrências.
Da Redação
























