Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Mercado

Avicultura faz novo apelo ao governo por conta do preço do milho

O custo do animal vivo aumentou 35% em um ano, mas porque parte desses animais comeu milho mais barato

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Avicultura faz novo apelo ao governo por conta do preço do milho

A explosão dos preços da soja e do milho no ano passado, a qual se acentua agora no caso do milho, leva o setor de carnes, especialmente avicultura e suinocultura, a uma crise sem precedentes. O milho, principal componente da ração de aves, saiu de R$ 35 a saca de 60 quilos há um ano, chegou a R$ 70 em dezembro e agora caminha para R$ 110, um salto triplo para o período. Sem ver saída, o setor vai recorrer ao governo federal.

Segundo o vice-presidente do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná), José Antonio Ribas Junior, este “é o momento mais crítico, difícil da história do nosso setor”. A consequência imediata será a redução da produção já a partir de maio, mas não está descartado o fechamento de unidades. “A crise no passado era de desabastecimento. Agora tem crise no abastecimento, preço muito difícil, pandemia, e consumidor descapitalizado. Equação absolutamente negativa. Nunca tinha juntado tantos fatores juntos… Precisamos de medidas muito contundentes ou veremos empresas não operacionais”, alerta.

Ribas Junior explica que, ano passado, o setor tinha expectativa de que o preço do milho havia atingido o teto e que retornaria ao equilíbrio. Além de isso não acontecer, atingiu novos patamares inéditos. Em Santa Catarina, ontem, o milho já era vendido a R$ 105 a saca no balcão. “Todos os sinais indicam que chega a R$ 110 [a saca]. Por duas razões: primeira que o estoque mundial está baixo, a Bolsa de Chicago está puxando para cima e a situação climática está gerando movimento especulativo por conta do déficit de chuva… tudo isso tem contribuído para o cenário especulativo de subida de preço”, resume o representante do setor.

Segundo Ribas Junior, o custo do animal vivo aumentou 35% em um ano, mas porque parte desses animais comeu milho mais barato. Se fosse feito um recorte no tempo, agora, esse aumento já passaria de 40%. “Tivemos vários aumentos de combustível neste ano, energia elétrica sofreu aumento, todos os insumos tiveram aumento, aço, ferro, que fazem parte da manutenção/construção de granjas… o setor está muito pressionado e com dificuldade de repassar esses custos”, ressalta.

Apelo ao governo A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) prepara um documento que deve ser entregue nesta sexta-feira (30) ao governo federal pedindo ajuda. “Tivemos uma conversa ontem [quinta] com ABPA e fizemos um documento para o governo. O setor tem duas preocupações que inverteram de prioridade. Um mês atrás, era preço do produto; agora, nossa primeira preocupação é disponibilidade [de milho]. Perdemos a percepção do que é certo desse negócio”.

No fim do ano, o setor recorreu ao governo e conseguiu poucas conquistas, como isenção das tarifas de importação de milho e soja, liberação de importações. “Agora precisamos de ações mais contundentes ou veremos empresas não operacionais”, alerta.

Ribas Junior antecipa que, dentre os pedidos a serem feitos ao governo, estão a liberação mais ampla das importações, crédito para capital de giro para as empresas suportarem esse momento, e incentivo imediato para o cultivo de cereais de inverno.

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