Iniciativa prevê aumentar em até seis vezes a produção do grão em propriedades familiares
Projeto quer tornar o Nordeste brasileiro autossuficiente na produção de milho

Uma parceria entre gigantes do agronegócio, associação de produtores e o governo federal pretende capacitar 50 mil pequenos agricultores do Nordeste nos próximos cinco anos e aumentar em até seis vezes a produção de milho nas propriedades familiares. A meta é tornar a região autossuficiente no abastecimento do grão.
Batizado de Prospera, o programa utiliza tecnologia, genética e assistência técnica para ampliar a produtividade das lavouras. Em Pernambuco, Estado que primeiro recebeu o projeto, mais de mil famílias foram atendidas desde 2017; entre os participantes pernambucanos, a produtividade média das plantações saltou de 13 para 80 sacas por hectare.O projeto chegará agora a Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
A nova região de abrangência do programa produz 900 mil sacas de milho por ano, e a projeção é chegar a 4,7 milhões até 2025 com o plantio em 1 milhão de hectares. A demanda atual desses Estados é de 6,6 milhões de toneladas.
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A iniciativa é mantida pela Corteva Agriscience, em parceria com a Massey Fergusson (do grupo AGCO) e a Yara. O Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) também são parceiros.
Durante a cerimônia para anúncio da expansão do programa, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que “o milho é o assunto do momento” e que a região Nordeste precisa aumentar a produção do cereal. “A transformação vem com a ciência. O grande desafio do ministério é chegar no pequeno produtor e fazer essa transformação”, disse. Ela também indicou a oportunidade de incentivar a formação de associações e cooperativas para organizar o setor produtivo dessa área do Nordeste e ter maior inclusão dos pequenos produtores.
A ministra reconheceu que o programa Agronodeste, lançado em 2019, poderia estar mais adiantado, mas reforçou a importância de parcerias público-privadas para atender mais pessoas. “Não falta crédito ao pequeno produtor. Eles precisam de assistência técnica e organização por associações e cooperativas para vender melhor, eliminar atravessador, que às vezes fica com mais da metade do lucro”, afirmou.
O presidente da Corteva, Roberto Hun, disse que, assim como o Brasil passou de importador líquido de alimentos a um dos principais exportadores, o Nordeste pode, com o Prospera, tornar-se autossuficiente em milho e até virar exportador no futuro. A empresa mantém o maior banco genético de milho no país e quer desenvolver variedades adaptadas à realidade de baixa disponibilidade hídrica dos Estados nordestinos.
A Corteva oferece treinamentos teóricos e práticos sobre o manejo correto da lavoura. Os agricultores também recebem assistência técnica presencial e digital para melhorar a produtividade. A Massey Ferguson vai orientar a melhor utilização de máquinas e implementos agrícolas para o produtor ter mais rentabilidade no campo. A Yara oferece recomendação nutricional personalizada, a partir de análise de solo da região.





















