A avaliação é do presidente da Câmara de Alimentos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Mário Marques
Indústria de alimentos cresce 6% em Minas Gerais no primeiro semestre do ano

Um dos segmentos menos afetados pela pandemia em 2020, a indústria de alimentos de Minas Gerais cresceu, em média, 6% neste primeiro semestre. E deve manter este mesmo nível de crescimento até o final de 2021. A avaliação é do presidente da Câmara de Alimentos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Mário Marques.
Conforme Marques explicou, em 2020, o setor, que foi considerado um dos únicos essenciais, mantendo-se aberto, cresceu cerca de 10%. Para se adequar às normas de prevenção à Covid-19, os empresários desse segmento tiveram que investir em e-commerce, oferecendo seus produtos por aplicativos e passaram a aumentar a compra de embalagens que, com maior demanda, tornaram-se mais caras.
“O valor das embalagens registrou aumentos mais altos que os do dólar. Apesar disso, houve crescimento da indústria alimentícia mineira e muito aprendizado. Hoje, melhoramos o atendimento tanto presencialmente quanto por aplicativos”, avaliou.
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Outro aspecto que garantiu o crescimento do segmento nos primeiros seis meses de 2021 foi que a maioria das indústrias deste segmento, desde 2020, vem investindo na compra de equipamentos, em inovações. Para o presidente da Câmara de Alimentos da Fiemg, além do aumento das embalagens, que provocou o reajuste do preço dos alimentos aos consumidores, outros reajustes como a alta do valor das carnes e a entressafra do leite, que eleva o custo dos laticínios, há outros fatores que causam preocupação dos industriais do setor alimentício neste momento.
“O custo da ração do milho está muito alto por causa da falta de chuvas, o de medicamentos para o gado também cresceu. O valor do leite não teve um aumento tão grande, mas os laticínios ficaram um pouco mais caros”, afirmou.
A queda extrema da temperatura observada em algumas regiões como o Sul de Minas, ainda conforme Marques, pode provocar prejuízos na safra de batata e de café.
“Até agora, não se perdeu muita coisa, mas com essa temperatura desse jeito, ainda não sabemos o tamanho do prejuízo. Estão dizendo que o frio vai continuar até quarta ou quinta-feira da semana que vem. Então temos que esperar para sabermos o tamanho do prejuízo”, afirmou.
Os investimentos feitos na melhoria do atendimento à população por grande parte do empresariado do ramo alimentício mineiro, ainda conforme Marques, deverão garantir que não haja recuo no crescimento deste setor.
“Apesar do aumento da matéria-prima, que foi repassado ao cliente, também tivemos um aumento no faturamento. Os empregos gerados no início deste ano também devem continuar. Acreditamos que devemos ter uma estabilização do crescimento”, explicou.
Pequenos empresários se reinventam
A empresária Euzi Nascimento, que tinha uma cafeteria e confeitaria no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, teve que se adaptar quando a pandemia pôs fim ao seu negócio. Tendo que se reinventar, ela passou a investir em dois nichos distintos.
“Eu tenho clientes que pedem para que eu monte cardápios semanais. Eu vou à casa deles, faço e congelo os alimentos. Em alguns casos, eles decidem o que querem, em outros, pedem que eu apresente sugestões. Estou tendo muitos pedidos desse tipo”, afirmou.
Outro segmento gastronômico explorado por Euzi é a confeitaria. “Aprendi a fazer bolos caseiros com a minha mãe, que aprendeu com a minha avó. Quem come, torna-se cliente. Sempre encomenda”, comemorou.
Outra fonte de renda é a preparação de doces, sobremesas e tortas “Acredito que estas iguarias transmitem afeto. Muitos, quando estão tristes, encomendam um docinho. Sentem-se acalentados. Essas atividades estão me mantendo ativa no mercado”, disse.





















