Nesta época do ano, período de pouca chuva em que os reservatórios das hidrelétricas precisam ser poupados, a energia eólica tem uma função estratégica e vem ocupando cada vez mais espaço entre as fontes de energia do país.
Energia eólica entra em potência máxima empurrada pelos ventos do Nordeste

Os ventos já são a segunda fonte de energia do país – ficando atrás somente das hidrelétricas. E a partir de agora, a produção entra em potência máxima – empurrada pela produção no Nordeste.
É a chamada “safra dos ventos”, que vai até outubro. O que se colhe é a energia gerada pelos parques eólicos: 85% deles estão na região Nordeste. E este empurrão da natureza vem em boa hora, com a reabertura de parte do comércio e da indústria fechados durante a pandemia, o que aumenta o consumo de energia elétrica.
“A gente já está percebendo uma recuperação da carga justamente porque a economia está voltando. E nós vamos ter um forte papel, da fonte eólica, no segundo semestre, que é o período que a eólica gera mais e atingimos os chamados recordes de geração”, comenta a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum.
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O primeiro já aconteceu no dia 21 de junho: a geração eólica chegou a dez mil megawatts, energia suficiente pra abastecer todo o Nordeste, só com os ventos, por um dia inteiro.
“E podemos aproveitar essa grande dádiva que a natureza nos deu, que é a complementaridade das fontes de geração; hidrelétrica, eólica; nos meses que uma tem uma capacidade de geração mais baixa é compensada pela outra”, diz o coordenador do núcleo de energia da Fiec, Joaquim Rolim.
Nessa época do ano, período de pouca chuva em que os reservatórios das hidrelétricas precisam ser poupados, a energia eólica tem uma função estratégica e vem ocupando cada vez mais espaço entre as fontes de energia do país. Tudo relacionado a ela tem grandes dimensões: as pás que fazem parte das hélices, as torres e as áreas onde os parques são instalados.
Um deles, no Ceará, vai começar a funcionar em dezembro. As 49 torres, montadas ali, vão gerar energia suficiente para 400 mil casas e mil empregos para engenheiros, técnicos, operadores e até arqueólogos.
O Francisco José da Silva é um dos contratados para vasculhar as escavações em busca de objetos de antepassados que viviam ali.
“Eu tenho uma paixão pela energia eólica, por ser uma energia limpa, e isso agrada muito profissionalmente porque eu sou arqueólogo e existe toda uma função social em cima da profissão”, comenta o arqueólogo.
A expectativa da associação do setor é aumentar em 11% a capacidade de geração em 2020 em todo país, o que anima os empreendedores.
“Nós conseguimos manter o nosso cronograma final de entrega da obra né. No segundo semestre de 2021 nós estaremos em plena operação com esse empreendimento, aproveitando o máximo da energia eólica nesse período”, comenta o coordenador de obras, Igor Davi Silveira da Cunha.



















