Retração das exportações totais junto à produção crescente, acabou elevando a disponibilidade doméstica e pressionando os valores
Dificuldades da suinocultura em 2018 levou produtores deixarem a atividade

Conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor suinícola enfrentou algumas dificuldades em 2018. Os custos de produção com alimentação subiram, as exportações da proteína foram limitadas por conta do embargo russo, que durou praticamente todo o ano, e os preços do animal vivo e da carne caíram.
Esse cenário desfavorável levou, inclusive, muitos produtores consultados pelo Cepea a deixarem a atividade. A suspensão das compras por parte da Rússia acabou reduzindo significativamente as exportações nacionais, principalmente no primeiro semestre.
Por outro lado, é importante ressaltar que houve aumento no volume embarcado para outros destinos, principalmente em decorrência dos surtos de peste suína em alguns países. A retração das exportações totais se juntou à produção de suíno crescente, contexto que acabou elevando a disponibilidade doméstica e pressionando os valores do animal e da carne.
Leia também no Agrimídia:
- •Suíno vivo acumula queda histórica de 32,8% em 2026 e atinge menor patamar da série iniciada em 2002
- •Preços de suínos caem no Reino Unido com avanço da produção e pressão nos custos
- •Produção suína na Alemanha cobra €200 milhões por ano para cumprir novas regras de bem-estar animal
- •Acordo Mercosul–União Europeia é oficializado e entra em vigor em 1º de maio





















