Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Análise

Dinâmica desfavorável de preços diminui renda do agronegócio

Destaca-se a queda real para a indústria de processamento

Dinâmica desfavorável de preços diminui renda do agronegócio

O PIB do Agronegócio brasileiro deve se manter praticamente estável em 2017, com ligeira elevação de 0,1% (considerando-se informações disponíveis até abril/17 – PIB-renda). Conforme cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, feitos em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a renda do agronegócio tem sido pressionada pelo movimento de preços desfavorável ao setor. 

Os valores médios dos produtos do agronegócio cresceram 3,7% a menos que os preços médios da economia, na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2017 e o mesmo período de 2016. Por outro lado, as estimativas para o PIB-volume do setor se mantêm positivas, indicando elevação de 3,9% em 2017. 

Na pecuária, a análise referente ao primeiro quadrimestre do ano aponta para recuo geral dos preços, e também do PIB-volume, levando à redução anual estimada de 2,7% no seu PIB-renda. Para volume, verifica-se que o desempenho negativo do ramo se vincula principalmente à agroindústria, mas também ao segmento primário. Quanto aos preços relativos desse ramo, destaca-se a queda real para a indústria de processamento.

De acordo com pesquisadores do Cepea, de modo geral, as cadeias pecuárias tiveram como desafio no quadrimestre a fraca demanda interna. Ademais, com os desdobramentos da operação Carne Fraca, as exportações também foram prejudicadas, impactando na disponibilidade dos produtos e pressionando para baixo as cotações. Pela ótica dos ramos, o agrícola segue em destaque, impulsionado principalmente pela maior produção esperada do segmento primário. Nas lavouras, as condições climáticas avaliadas até o momento foram favoráveis, o que, aliado ao movimento de expansão de área e à tendência normal de aumento da produtividade da agricultura, tem levado a boas perspectivas para a safra no ano. Tem-se, então, que a taxa anual estimada para o PIB-volume do ramo é de 6,4%, alavancada pela elevação de 20,4% no PIB-volume do segmento primário agrícola. 

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