Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Bioenergia

Geração híbrida pode elevar fontes renováveis na matriz energética brasileira

Após estabilizar demanda, oferta e distribuição, desafio do País para os próximos anos é ampliar o uso de fontes como eólica e solar.

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Geração híbrida pode elevar fontes renováveis na matriz energética brasileira

A falta de planejamento para o setor elétrico, no passado, já trouxe grandes dificuldades para o povo brasileiro. A dependência, quase que exclusiva, de usinas hidrelétricas para a geração de energia exigia que o regime de chuvas não ficasse abaixo do esperado, abastecendo os reservatórios e garantindo o funcionamento das hidrelétricas. Após investimentos realizados nas áreas de geração e transmissão, a realidade brasileira mudou e a falta de energia já não é um problema atualmente. O desafio agora é outro: aumentar a participação de energias limpas e renováveis na matriz energética brasileira.

Esse processo tem norteado as ações do governo federal no setor. O setor eólico é um bom exemplo disso. Há 10 anos, a geração de energia elétrica usando o vento era praticamente nula, e hoje já é responsável por 5% de toda a energia que chega aos comércios e residências. Segundo estimativas do Plano Decenal de Expansão de Energia 2024, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, a participação de fontes renováveis de energia (incluindo eólica, solar e biomassa, e excluindo as hidrelétricas) será de 27,3%.

O avanço dessas tecnologias, contudo, ainda depende de melhorias tecnológicas que permitam mais eficiência e menores custos, possibilitando que elas possam substituir outras formas de geração, como a termelétrica movida a óleo diesel, utilizada hoje nos períodos de baixa em reservatórios de hidrelétricas.

“As pessoas as vezes não percebem que energia elétrica custa caro, principalmente quando é necessário o uso de combustível fóssil e esse combustível precisa atravessar grandes distâncias”, comentou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, durante a cerimônia de lançamento do projeto piloto de geração híbrida, na hidrelétrica de Balbina (AM). Segundo ele, o custo do megawatt por hora em regiões mais distantes pode sair até quatro vezes mais caro do que é efetivamente cobrado.

“Como é que nós vamos mudar essa realidade? Só de uma maneira: adicionando novas tecnologias e com inovações para baratear o custo de energia elétrica”, avaliou. Braga ainda lembrou que, desde a implantação do programa Luz para Todos, o governo tem buscado associar o equilíbrio financeiro do setor com tarifas justas do ponto de vista social.

Uma das formas de baratear esses custos é a chamada geração híbrida, em que duas fontes de energia compartilham uma infraestrutura já montada. O projeto  piloto que associa a geração hidrelétrica com solar vai estudar a viabilidade da tecnologia em Balbina e também na Hidrelétrica de Sobradinho (BA).

“Acho que a geração híbrida é mais um ponto que o ministro Eduardo Braga está colocando para o setor elétrico. É uma inovação. Vamos ter que olhar para a geração hidrelétrica com solar, solar com eólica, eólica com hidrelétrica, temos que ter essa capacidade de saber como utilizar o sistema e otimizar nossas infraestruturas”, avaliou Orestes Gonçalves Junior, diretor da Sunlution, uma das empresas envolvidas na proposta de geração solar em hidrelétricas.

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