Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Ruralistas esperam redução de juros do Plano Safra

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por exemplo, reivindica um patamar de 7,5% ao ano para as taxas de custeio

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Diante da possibilidade de redução da taxa Selic no segundo semestre, cresce o movimento de entidades representativas de produtores rurais e de parlamentares para forçar uma redução nas principais taxas de juros já fixadas pelo governo federal para o Plano Safra 2016/17, válido para a próxima temporada agrícola do país que se inicia oficialmente em primeiro de julho. 

Na próxima semana, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representantes do setor se reunirão com o ministro Blairo Maggi. No encontro, as entidades pedirão a redução dos juros do Plano Safra. Ontem, em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para tratar justamente da viabilidade do Plano Safra 2015/16, várias entidades do agronegócio reivindicaram a redução das taxas de juros, principalmente para as linhas de crédito de custeio, cujas taxas subiram de 8,75% ao ano na atual safra 2015/16 para 9,5% ao ano na próxima temporada (2016/17). 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por exemplo, reivindica um patamar de 7,5% ao ano para as taxas de custeio, demanda que, nos bastidores, é considerada praticamente impossível de ser acatada. Segundo uma fonte do governo, nunca houve revisão de regras já anunciadas do Plano Safra. 

Paulo César Dias, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), chamou a atenção para relatórios de bancos que apontam um ciclo contínuo de baixa da Selic, a partir de julho, chegando a 9,75% ao ano. “Nesse caso qual seria o incentivo do governo a um setor tão importante para o equilíbrio das contas do país”, indagou. 

Durante a audiência, o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, alertou para o risco de aumento do nível de endividamento, tendo em vista os juros mais salgados no ciclo 2016/17. Em resposta a essas demandas, o secretário interino de política agrícola do Ministério da Agricultura, Marcelo Cabral, sinalizou que a Pasta poderá discutir um eventual recuo nessas taxas do Plano Safra, exatamente em função do “viés de baixa da Selic”. O secretário reconheceu, no entanto, que a missão é “delicada”. 

“Essa é uma discussão delicada. A decisão é colegiada, discutida com o Tesouro, o BC, a Fazenda. Mas existe de fato uma tendência de redução nas taxas de juros”, afirmou o secretário interino. 

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