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Comércio Internacional

Desafio brasileiro não é de demanda, mas organização da oferta

Agronegócio brasileiro tem muito a dizer e entregar ao mundo em quantidade e qualidade, mas precisa se organizar melhor para isso, diz especialista

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Desafio brasileiro não é de demanda, mas organização da oferta

O desafio do agronegócio brasileiro no comércio agrícola internacional é de organização da oferta, e não de demanda, especialmente considerando o potencial de consumo por alimentos previsto para Ásia e África subsaariana. Foi o que destacou Marcos Jank, vice­presidente de assuntos corporativos e de desenvolvimento de negócios da BRF Brasil, em palestra no Pensa/USP, na última semana. Estudioso do agronegócio, Jank é considerado um dos maiores especialistas brasileiros no comércio agrícola internacional, e será uma das atrações do Global Agribusiness Forum .

Vivendo hoje em Singapura, Jank está há um ano e meio comandando as operações da BRF Brasil na Ásia. Segundo ele, mais de 50% da população mundial está na Ásia, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, isso sem contar o Japão. “Nos últimos anos, o PIB da região cresceu mais do que em qualquer outra parte do mundo, principalmente em países extremamente populosos como, por exemplo, China, Índia e Indonésia. Ou seja, para quem vende comida é o lugar­alvo”, disse Jank, acrescentando, por exemplo, que nas carnes, a Ásia ainda consome menos que a média mundial.

De acordo com o especialista, estas regiões do globo têm riscos de segurança alimentar, porque a densidade populacional é enorme, mas a capacidade de produção é baixa, seja por deficiências em recursos naturais e/ou de tecnologia. Desta forma, na avaliação do executivo é aí que reside a oportunidade para o Brasil, que já a aproveita decerto modo por meio das fortes exportações para a China. “Nós soubemos, como ninguém, combinar recursos naturais e tecnologia para viabilizar um poderoso agronegócio de larga escala.”

Desafios

O problema, alertou Jank, é que querendo ou não ainda somos conhecidos como grandes em commodities, mas ignorados em produtos de maior valor agregado, o que dificulta nossa maior inserção nas cadeias globais de valor. “Somos comprados, e é isso que temos que nos preocupar.”

Segundo ele, além da questão da quantidade, do volume de produção, o agronegócio brasileiro tem muito a dizer do ponto de vista mais qualitativo. O problema, ressaltou, é que ainda não nos organizamos para isso. De acordo com Jank, precisamos de uma construção coletiva do agronegócio neste sentido, que envolva empresas, entidades e o governo.

Os desafios, conforme o executivo, são muitos e abrangem, entre outras iniciativas, novos e melhores acordos comerciais, ações para se conhecer as especificidades dos mercados de consumo da Ásia e da África, esforços de comunicação que mostrem as particularidades do nosso sistema de produção em termos de sanidade, uso da água, conservação de florestas, rastreabilidade, etc..

Segundo Jank, as ações da Apex, por exemplo, estão muito presentes nas feiras de negócios, mas não chegam aos consumidores locais, sendo insuficientes para construir uma marca que mostre os diferenciais do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais. “Temos muito a dizer, mas precisamos nos organizar melhor.”

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