Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
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A alimentação líquida para suínos e seu impacto no custo total de produção – por Leandro Pereira

O custo de produção de suínos está ligado a diversos fatores que passam pela boa seleção genética até o de transporte para o frigorífico.

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A alimentação líquida para suínos e seu impacto no custo total de produção – por Leandro Pereira

suínos

O custo de produção de suínos está ligado a diversos fatores que passam pela boa seleção genética até o de transporte para o frigorífico. De acordo com o ICPSuíno (Embrapa), não há dúvida que a parcela de maior peso ainda é a nutrição.

Embora setembro de 2016 tenha apontado modesta retração para 79,16% de participação no custo total. Os últimos  dez anos indicaram representatividade de custo que com frequência chegaram a 80%, revelando a importância em elevar a eficiência da produção, além da  entrega de alimentos aos animais. Algo complicado, devido ao problema ser multifatorial, ou seja, depende de dezenas de variáveis que se complementam afetando o resultado geral da eficiência de nutrição. 

Demonstração e rateio das fontes de custo do manejo de suínos.

Esses números são resultado da operação por dieta sólida composta majoritariamente de milho e soja, sendo esse o modelo mais comum de produção de suínos no Brasil.

Alguns países com grande tradição em suinocultura, especialmente a com cerca de 200 milhões de animais, alcançaram melhora significativa de desempenho econômico ao utilizar a técnica de “Alimentação Líquida para Suínos” que melhora vários fatores ao mesmo tempo,  desde que feita com um bom suporte de automação do processo. Atualmente cerca 50% dos suínos desses países, especialmente os de creche e terminação, operam via alimentação líquida automatizada.

Entre os fatores de melhora de desempenho pode-se destacar:

Nutrição – redução de desperdício: De 10% para até 3%.

Melhora significativa na palatabilidade e digestibilidade e de acordo com  Klaus Pettinger, aumento da conversão alimentar quando conjugadas com o bem estar animal dada a eliminação de poeira e ganho de conforto térmico na altura de respiração dos animais, sendo esses por si só agentes redutores de eficiência. A ALFA também identificou significativa redução do desperdício na transição entre alimentação e ingestão de água, isso porque há uma tendência do suíno ingerir líquido e comer novamente diversas vezes ao dia acumulando ração não ingerida na face e nas patas entre essas operações. A alimentação líquida atenua esse problema por compensar em até 85% a demanda por ingestão direta de água e por não haver a fase sólida, geralmente em pó, eliminando a segregação de alimento.

Nutrição – melhora na produção e distribuição: De 65% para até 30%.

O agente mais importante na otimização do custo com nutrição é a possibilidade de uso de matéria prima alternativa, geralmente derivada da produção de alimento para humanos e considerada resíduo. Esse fator isolado pode reduzir em até 35% o custo total, conforme comprovam resultados de suinocultores no interior de SP, mas que só é bem aplicado em alimentação líquida, uma vez que para entrar na alimentação seca é necessária a desidratação dessas fontes antes do processamento, pois nesta fase operacional há alto custo energético.

A alimentação líquida comporta ainda o uso de coprodutos com alto valor nutricional como iogurte, soro de leite e residuais das indústrias de cerveja e biodiesel, desde que o balanço de “massa seca” seja considerado na formulação nutricional.

Em termos de produção, a imersão em líquido melhora significativamente a mistura dos componentes, podendo alcançar uma formulação mais precisa e distribuída, desde que auxiliada por um bom sistema de automação.

Outros – redução de desperdício: De 21% para até 16%.

 Outros agentes de custo como mão de obra, custo operacional, transporte, manutenção e energia são otimizados com a operação por alimentação líquida. Um destaque especial para a mão de obra e custo operacional são necessários, além disso o percentual direto pode ser melhorado e, sobretudo, o uso dos recursos humanos pode ser redirecionado para tarefas de gerenciamento.

O gráfico a seguir demonstra as oportunidades de melhora em cada etapa do processo:

Comparação de relevância de cada componente de custo entre alimentação seca e líquida para suínos

 

É importante salientar que a alimentação líquida, quando corretamente implementada, atua como agente integrador na gestão de todas essas variáveis de processo por acomodá-las todas em uma única grande operação, mas a contínua observância de cada variável e a compreensão das melhores práticas em cada aspecto continuam essenciais, assim como a máxima eficiência da gestão e das operações, visando a melhoria contínua.

Nos próximos artigos detalharemos alguns desses aspectos e apresentaremos mais detalhes para os índices de redução de custo aqui apresentadas.

 

 

Assuntos Relacionados
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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
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    R$ 119,94
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    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,08
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    SP
    R$ 6,85
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    R$ 6,77
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    SC
    R$ 6,52
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  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,67
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    Grande São Paulo (SP)
    R$ 158,55
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    R$ 166,43
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    R$ 174,45
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    R$ 183,29
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    Bastos (SP)
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    R$ 167,73
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  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
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    SP
    R$ 7,31
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    R$ 1.173,45
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  • Trigo Atacado - Regional
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    R$ 1.086,74
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    Vermelho
    R$ 175,87
    cx
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    R$ 157,65
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    Recife (PE)
    R$ 158,10
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  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 168,54
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