Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Sanidade

Coreia do Sul identifica DNA da peste suína africana em ração e impõe proibição nacional

Saiba como a Coreia do Sul está lidando com a peste suína africana após identificar DNA na ração e a proibição nacional imposta

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Suíno: sobreoferta pressiona preços de animal vivo e carne no Brasil

Há pouco mais de um mês, em 16 de janeiro, a Coreia do Sul confirmou o primeiro surto de Peste Suína Africana (PSA) em 2026. Desde então, outros 17 surtos foram registrados em diferentes províncias, incluindo Gyeonggi, Gangwon, Chungnam, Jeonbuk, Jeonnam, Gyeongbuk e Gyeongnam. O número já representa três vezes o total de ocorrências notificadas em todo o ano de 2025.

Diante da rápida disseminação, há duas semanas o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia do Sul (MAFRA) determinou o reforço das medidas de quarentena e biossegurança, com foco no abate sanitário, isolamento de áreas afetadas e desinfecção rigorosa de pessoas e veículos que entram ou saem das granjas.

Risco elevado e regras rígidas de alimentação

A PSA é altamente contagiosa, e o vírus pode permanecer viável no ambiente por semanas ou até meses. Por esse motivo, normas sanitárias proíbem o fornecimento de restos de cozinha, carne importada ou forragens potencialmente contaminadas aos suínos.

Atualmente, a maioria das granjas comerciais depende quase exclusivamente de ração composta industrial, formulada principalmente com milho, trigo ou arroz (60% a 80%) e soja (15% a 25%), além de gorduras, óleos e vitaminas. Em dietas iniciais para leitões desmamados, é comum o uso de plasma suíno seco por pulverização e tratado termicamente (SDPP), ingrediente que, em tese, passa por aquecimento a cerca de 80 °C para eliminar agentes infecciosos, incluindo PSA e febre aftosa.

Detecção inédita em ingrediente de ração

Nesta semana, o MAFRA anunciou a detecção de DNA da PSA em pelo menos duas amostras de plasma suíno armazenado, marcando a primeira vez que material genético do vírus é identificado em um ingrediente de ração animal no país. O resultado foi obtido por PCR, técnica que detecta fragmentos genéticos, mas que não confirma, por si só, se o vírus ainda está viável e infeccioso.

Apesar dessa incerteza, as autoridades optaram por uma abordagem preventiva. Considerando a gravidade do risco sanitário, o ministério decidiu tratar o achado como potencialmente infeccioso até que análises complementares sejam concluídas.

Proibição nacional e medidas emergenciais

Como resposta imediata, o MAFRA decretou uma proibição em todo o território nacional, determinando que produtores que possuam ração potencialmente contaminada realizem incineração ou enterro imediato do material. A medida busca reduzir qualquer possibilidade de disseminação do vírus por meio da alimentação animal.

Segundo o ministério, serão necessárias uma a duas semanas para confirmar se o material detectado corresponde apenas a fragmentos inativos de DNA ou a vírus vivos capazes de causar infecção. A investigação também deverá esclarecer em que ponto da cadeia produtiva o sistema falhou, seja na seleção dos doadores, no processamento térmico ou na logística de armazenamento.

O episódio acende um alerta adicional para a biossegurança da suinocultura sul-coreana e reforça a preocupação global com a PSA, especialmente em um contexto de aumento expressivo de surtos e de pressão crescente sobre os sistemas de controle sanitário.

Referência: MAFRA/ Afludiary Korea

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