Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agroindústria

Força-tarefa federal interdita frigorífico da Big Frango/JBS Foods no Paraná

Maior operação do gênero no país encontra 45 irregularidades em unidade da Big Frango/JBS Foods em Rolândia. Unidade tem 3,5 mil funcionários.

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Força-tarefa federal interdita frigorífico da Big Frango/JBS Foods no Paraná

Equipes de auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lacraram no início da noite desta quarta-feira (13) o frigorífico da Big Frango/JBS Foods em Rolândia, no Norte do Paraná, depois que a fiscalização constatou que 45 máquinas ofereciam risco aos trabalhadores. A empresa só poderá reabrir depois de se adequar. A informação é da RPCTV. A fiscalização fez parte de uma força-tarefa formada por equipes do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério do Trabalho, do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), da Receita Federal e da Advocacia Geral da União (AGU). Os trabalhos começaram na terça-feira (12).

Segundo a assessoria de imprensa do MPT, esta foi a maior força-tarefa já realizada no Brasil e foi deflagrada após denúncias sobre várias irregularidades no frigorífico em Rolândia. Cruzando informações com bancos de dados das outras agências de fiscalização, o MPT definiu a ação conjunta para analisar todas as denúncias. Segundo a assessoria, o grande número de acidentes de trabalho registrados na Big Frango levou a AGU a se unir à força-tarefa. Se for constatado que os acidentes ocorreram por culpa da empresa, uma ação ressarcitória será desencadeada.

De acordo com a assessoria de imprensa do MPT, os diversos órgãos colheram documentação que será analisada e poderá gerar processos contra a empresa. Uma pesquisa realizada com funcionários da Big Frango/JBS Foods, durante a fiscalização, apontou uma série de dados que vão embasar as autuações. Entre eles está o fato de que 49,6% dos funcionários passam frio dentro das dependências; mais de 75% saem de cansado a exausto após um dia de trabalho; 53% dos trabalhadores tiveram de tomar algum medicamento para dores causadas pela função e 38% sentem fortes dores durante a realização do trabalho.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação de Arapongas (Sitiaa), a Big Frango tem 3,5 mil funcionários. O segmento de abate de aves, suínos e pequenos animais é, segundo a assessoria do MPT, um dos que mais geram acidentes de trabalho no Brasil. Segundo dados do INSS, em 2013, foram 10.388 acidentes contra 10.030, em 2012.

Conforme o presidente do Sitiaa, Anderson Zanelato, não foi uma única denúncia que motivou a fiscalização. “Há tempos a gente vem denunciando e apontando os erros. Mudou a empresa que controla tudo, mudou o nome, mas as coisas erradas continuam as mesmas.”

Segundo Zanelato, foram realizadas várias negociações com a empresa para melhorar as condições, sem respostas. “Foram relacionados acidentes de trabalho, irregularidades no transporte de funcionários e riscos para a saúde e segurança nos postos de trabalho”, afirmou. De acordo com ele, o sindicato nem está sendo comunicado quando há um acidente. “A gente fica sabendo na porta da fábrica. A empresa não comunica e o funcionário tem receio de falar algo.”

A reportagem tentou contato com a Big Frango/JBS Foods, mas não houve retorno.

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