Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Economia

Dilma lastima aumento da energia, mas espera queda de tarifas

Em lançamento de plano para o setor elétrico, presidente fala em redução da chamada “bandeira vermelha”, que ajuda a encarecer as contas.

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Dilma lastima aumento da energia, mas espera queda de tarifas

A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou, nesta terça-feira (11/8), que lastima o aumento das tarifas de energia elétrica, que têm pressionado, por exemplo, custos de segmentos da agropecuária brasileira. Garantiu também que “o Brasil está todo ligado” e que não vai faltar eletricidade no país. Foi durante o lançamento do novo plano de investimentos em energia elétrica, que prevê R$ 186 bilhões até o ano de 2018.

O lançamento do Plano de Investimentos em Energia Elétrica (PIEE) foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante o seu pronunciamento, a presidente justificou o aumento no uso da energia de usinas termelétricas, acionadas em função da oferta menor das hidrelétricas, em função do déficit hídrico.

“Sem sombra de dúvida, as contas de luz aumentaram e por isso nós lastimamos. Mas elas aumentaram justamente porque diante da falta de energia para sustentar a existência de luz, nós tivemos usar as termelétricas e pagar bem mais do que se houvesse apenas a hidrelétrica no nosso sistema”, afirmou.

Dilma garantiu que a atual situação das tarifas de energia elétrica começa a ser revertida. Ela Lembrou que as termelétricas já começaram a ser desligadas e a chamada “bandeira vermelha” terá seu custo reduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Calcula-se que haverá uma redução em torno de 15% a 20% na bandeira. Esta é uma estimativa feita pelos órgãos do Ministério (de Minas e Energia)”, explicou, destacando que o assunto será discutido em consulta pública.

A presidente destacou investimentos e apresentou dados que mostram a expansão da oferta de energia elétrica no Brasil. Ela disse acreditar que os recursos a serem investidos garantem de forma decisiva a solidez do sistema elétrico nacional. Disse que o Brasil tem privilegiado a geração de energia hidrelétrica porque é neste segmento que está a maior competitividade, mas destacou que outras fontes também serão consideradas, como eólica, solar, e biomassa.

“A biomassa é produtora tanto de combustível quanto de energia elétrica. Produz para a matriz brasileira, produz etanol para a matriz de combustível e produz biomassa a partir da mesma unidade que produz etanol”, ressaltou. “O Brasil tem uma importância internacional e ela está dada pelo fato de que na área mais difícil de reduzir emissões de gases, nós temos um diferencial imenso, que é na área de energia.”

A exemplo do que foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, Dilma pediu ao Congresso Nacional a aprovação de um chamado Fast Track, mecanismo que agilize, por exemplo, as licenças necessárias para a realização de investimentos estratégicos no setor elétrico. “Esse é um sistema que tem que olhar sempre no médio e no longo prazo”, argumentou Dilma.

Em entrevista logo depois da cerimônia, a presidente da República descarou que haja uma crise de energia no Brasil. E afirmou que não há motivos para não se investir no setor. Segundo ele, a economia está passando por um período momentâneo de dificuldades, mas a demanda é crescente e o país vai crescer.

“Com o que tem hoje, já há demanda que vai ocorrer agora, mesmo com taxa de crescimento menor e temos que dar conta dela”, disse a presidente, dizendo que mais de 300 empresas manifestaram interesse em outro plano do governo, o de investimentos em logística. “Se relaxar agora, não conseguirá atender o país quando começar a crescer”, acrescentou.

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